F1: Barrichello admite: ‘Há falta de liderança técnica’

Brasileiro analisa problemas da Williams e pede mais união

Após o Grande Prêmio da Espanha, em que terminou numa melancólica 17ª posição, Rubens Barrichello analisou os problemas não só do carro da Williams, mas também da estrutura interna da equipe. Outrora multicampeã da Fórmula 1, a Williams vem enfrentando um processo de mudança interna, que resultará na saída do diretor técnico Sam Michael no fim do ano e na chegada de Mike Coughlan, e isso vem se refletindo nos maus resultados em treinos e corridas. Rubinho fez até um paralelo com a situação na Honda em 2007, quando ele passou o ano sem pontos.

– É difícil. A Williams traz muitos upgrades para a pista, mas poucos funcionam. Naquele ano na Honda a gente tinha uma falta de upgrade, algumas melhoravam mas não faziam muito sentido. Agora a gente tem uma situação crônica de falta de liderança técnica que o Sam Michael deve sair, você não sabe o que vai acontecer. O carro está precisando de evolução, mas ao mesmo tempo está precisando da família mais junto, as coisas estão meio dispersas por trás das cortinas – disse Barrichello a jornalistas brasileiros.

Rubinho ainda explicou por que a equipe conseguiu bons tempos nos testes de pré-temporada em Barcelona mas o desempenho no fim de semana foi muito abaixo do esperado:

– A realidade dos treinos foi igual a daqui na corrida. Eu teria largado entre os dez primeiros que nem o Maldonado e não teria chegado entre os dez primeiros. A gente desde cedo gastava muito os pneus, mas lá a gente tinha uma temperatura de pista de 20, 25 graus, enquanto agora temos uma pista de 40, 45 graus. Essa realidade muda, mas a teoria seria a mesma, a gente largaria ali na frente e terminaria lá atrás. Dostestes para cá, a gente teve algumas melhoras, mas não o suficiente em relação ao que os outros melhoraram.

Sobre as possibilidades de um melhor resultado em Mônaco, um circuito que normalmente nivela os carros e permite que os pilotos se sobressaiam, Rubinho disse que a classificação será mais importante do que em outras provas.

– Mônaco é um lugar onde as ultrapassagens acontecem com menor frequência, então se você larga um pouquinho mais na frente a esperança é maior. Mas fora isso não sei. Não é que vá mudar completamente o que está acontecendo em uma semana. Se a gente conseguir largar lá para a frente, é capaz que a gente consiga marcar um pontinho ou dois, mas só – admitiu.

Fonte: Lancenet

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