F1: Brawn almeja desempenho ‘respeitável’ no ano de estreia do time

Consciente das dificuldades conhecidas desde a falência da Honda até o surgimento da Brawn GP, Ross Brawn não tem grandes aspirações para a temporada 2009 da Fórmula 1. Ao contrário do ano passado, quando esperava fazer a equipe da montadora japonesa brilhar, o britânico agora fala em apresentar um desempenho ‘respeitável’ com Jenson Button e Rubens Barrichello.

Após mais de três meses de indefinições, Brawn assegurou a continuidade do time de Brackley na noite desta quinta-feira, aproveitando o espólio deixado pela Honda e o carro cujo desenvolvimento continuou em todo esse período. Entretanto, o antigo homem-forte da Ferrari sabe que não pode projetar resultados expressivos, dado o atraso de sua escuderia na comparação com as rivais.

“Inicialmente podemos ter alguns problemas de confiabilidade devido à falta de testes, mas sentimos que temos um bom carro e esperamos que nossa performance seja respeitável”, disse o dirigente. “Estamos confiantes no princípio fundamental de design do nosso monoposto e torcendo para que consigamos evoluir no curso da temporada”.

Sem tantas dificuldades na fabricação do modelo BGP001, que inclusive já foi à pista de Silverstone sob as mãos de Button, Brawn admite que seu maior medo era a possibilidade de todo o trabalho realizado na fábrica desde 2008 ser desperdiçado.

“O maior obstáculo que encaramos foi estar na posição de correr em Melbourne e não sermos capazes de atingir essa meta”, apontou. “Não há como negar que esse período foi difícil para todos em Brackley, mas estou imensamente orgulhoso do ótimo espírito que presenciei em nossa base durante os últimos meses”.

Aliviado com a continuidade do trabalho da antiga Honda, o britânico não comentar as perspectivas da Brawn GP na Austrália, palco de abertura do campeonato em 29 de março. “É sempre difícil fazer uma previsão sobre a corrida de debute com 20 carros novos. Nesta ocasião eu nem mesmo vou tentar. O que sei é que apenas estar no grid de Melbourne é motivo de orgulho e um feito para nós, que já superamos nosso maior desafio”.

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