F1: Bruno Senna comemora bom treino classificatório no Canadá

“Fiz uma volta no limite, andando sempre perto dos muros”, diz o brasileiro

Bruno Senna recebeu com satisfação o resultado das tomadas classificatórias que definiram o grid do Grande Prêmio do Canadá. Com o tempo de 1min19s484 estabelecido na primeira das três sessões, o piloto da HRT F1 Team largará em 22º, à frente da Virgin de Lucas di Grassi e do indiano Karun Chandhok, este com o segundo carro da equipe de Bruno.

A melhor marca de Bruno veio já nos instantes finais dos 20 minutos regulamentares do Q1. “Fiz uma volta muito boa, no limite e andando sempre perto dos muros”, comentou, alegre com a evolução do desempenho do F110 na comparação com os treinos livres da sexta-feira. “Melhoramos o carro e a performance foi bastante razoável. Foi legal voltar a superar um dos pilotos da Virgin”, acrescentou.

Em um dos circuitos até então desconhecidos para ele e com um carro praticamente sem alterações desde a abertura da temporada, Bruno vem conseguindo reduzir em Montreal a diferença para as demais equipes novatas da Fórmula 1. Hoje, por exemplo, ficou a apenas meio segundo da Virgin do alemão Timo Glock e a oito décimos da Lotus de Jarno Trulli.

Se na véspera o desgaste pronunciado dos pneus era uma grande preocupação, o consumo tanto dos compostos duros quanto dos macios já não foi tão elevado no segundo dia de atividades no traçado da Ilha de Nôtre-Dame. “O asfalto está bem mais emborrachado e não castigou os pneus como na sexta-feira. Foi uma pena que o câmbio do Chandhok tenha quebrado e o impedido de andar, porque teríamos uma base a mais de informações para discutir sobre os pneus”, disse.

Apesar da avaliação positiva sobre o comportamento do carro nos treinos classificatórios, Bruno afirmou que a meta da HRT F1 continuará a mesma em Montreal. “Queremos completar a prova e, se possível, adiante de pelo menos um dos carros da Virgin. Ainda vamos precisar estudar as alternativas de estratégia, baseada no consumo dos pneus e dos tempos de volta. Só depois disso é que saberemos quantas paradas nos boxes serão necessárias. O que parece claro é que os pneus macios serão usados num stint bastante rápido”, concluiu.

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