F1: Bruno Senna diz que previsões em Mônaco são impossíveis

“Ninguém sabe o que esperar dos pneus”, justifica piloto reserva da Lotus Renault GP

Com a autoridade de quem conquistou em 2008 na Fórmula GP2 uma das vitórias mais marcantes de sua carreira, Bruno Senna acredita que o circuito urbano de Montecarlo e as circunstâncias que cercam o GP de Mônaco tornam impossível qualquer previsão sobre a nova passagem da Fórmula 1 pelo principado. “Que será um final de semana difícil, não há dúvida. Mas não dá para antecipar nada porque ninguém sabe qual será o comportamento dos pneus macios e supermacios que serão usados pela primeira vez”, lembrou o piloto reserva da Lotus Renault GP.

Bruno mora em Mônaco desde o início do ano passado. A vitória que conquistou na divisão de acesso da Fórmula 1 quebrou um longo jejum brasileiro pelas ruas da cidade. Foram 15 anos de ausência do pódio desde que Ayrton Senna ganhou sua sexta corrida no local em 1993. Na última temporada, Bruno disputou o grande prêmio pela Hispania. Conhece os segredos do traçado e as características do asfalto. “A pista aqui não gera energia para os pneus. Será complicado para todos.”

Com a imprevisibilidade do nível de desgaste dos pneus, testados exclusivamente em Barcelona na pré-temporada com temperaturas muito mais amenas que os mais de 30 graus que vêm castigando a Costa Azul na primavera do hemisfério norte, nem mesmo o conhecimento acumulado pode representar vantagem. “A Renault foi muito bem aqui em 2010. O Robert Kubica fez um segundo com um carro com muita pressão aerodinâmica. Só que os pneus eram outros e as equipes sabiam o que esperar deles. Agora, não. A única certeza é que a diferença da Red Bull para as demais em treinos de classificação está realmente muito elevada. O resto vamos começar a descobrir a partir dos treinos desta quinta-feira”

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