F1: Bruno Senna prevê melhora

Estreia na F1 do piloto e da equipe HRT termina antes da metade do GP do Bahrein

A estreia de Bruno Senna na Fórmula 1 pela também novata equipe HRT não foi além da 20ª volta do GP do Bahrein, disputado neste domingo no circuito de Sakhir e encerrado com a dobradinha da Ferrari liderada por Fernando Alonso. Uma provável pane hidráulica obrigou Bruno a encostar o carro e retornar a pé para os boxes. “Aparentemente, foi um vazamento de água ou qualquer outro fluido. A temperatura caiu e não houve o que fazer”, comentou.

A difícil arrancada da HRT já era esperada por Bruno e por todo o meio da Fórmula 1. Sem ter realizado um único teste na pré-temporada, a equipe completou a montagem do carro do brasileiro apenas na quinta-feira passada no Bahrein. O companheiro de equipe, o indiano Karun Chandhok, penou ainda mais, uma vez que só conseguiu entrar na pista no sábado direto para as tomadas classificatórias. Neste domingo, Chandhok acidentou-se nas voltas iniciais.

Depois do qualifying, a HRT decidiu que seus carros partiriam dos boxes e não da 12ª e última fila do grid. “Sem a necessidade de levá-los para o parque fechado, pudemos trabalhar melhor no acerto. Mexemos na aerodinâmica, melhoramos a estabilidade e a tração nas curvas de baixa, mas o consumo de pneus nas de alta estava muito grande. Mas valeu a pena, porque o comportamento do carro no sábado não foi bom”, avaliou.

Bruno lembrou que os resultados da HRT na abertura do calendário devem ser colocados dentro da perspectiva justa. “Para nós, foi importante estar aqui, participar da corrida, iniciar o trabalho. Para nós, valeu como um shakedown, e todas as equipes tiveram problemas no shakedown, inclusive as grandes. Mas agora, de posse das informações que reunimos, tenho certeza que a evolução virá. Aqui, nem a altura do carro estava correta. A evolução será em segundos e não em décimos, como é o normal na Fórmula 1.”

Apesar da confiança, Bruno reconhece que não é possível mensurar o tamanho do salto que a HRT poderá dar na segunda etapa – o GP da Austrália, marcado para o final do mês em Melbourne. “Nossa telemetria ainda está incompleta. Precisamos de mais sensores para coletar os dados que fornecerão as informações precisas. De qualquer forma, vamos checar todos os procedimentos, estudar os números, fazer uma avaliação geral. Mesmo o pit stop pode e deve ser bem mais rápido do que o que fiz aqui em Sakhir”, concluiu Bruno, que tinha viagem para a Austrália marcada ainda para a noite deste domingo.

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