F1: Button acerta para correr pela McLaren em 2010, afirma jornal

De acordo com o jornal inglês The Guardian, o piloto campeão mundial de 2009 Jenson Button formará uma dupla britânica na equipe McLaren ao lado de Lewis Hamilton, em um acordo no qual Button receberá 6 milhões de libras (aproximadamente R$ 17,3 milhões), a ser divulgado nos próximos dias.

A publicação afirma que o campeão Jenson Button descartou a proposta para continuar na equipe Brawn, após ter sido ofertado um valor abaixo do desejado pelo piloto. A última vez em que a McLaren teve dois pilotos ingleses foi no Grande Prêmio de Long Beach, nos Estados Unidos, quando correram John Watson e Stephen South.

Jenson Button, de 29 anos, fez uma visita à sede da McLaren, em Woking, na última sexta-feira e poderia assinar o seu contrato na noite desta segunda-feira. Diferentemente do que ocorreu como Heikki Kovalainen, que reclamou por não ter o carro tão competitivo quanto Hamilton nos dois anos em que correram juntos, Button disputaria em condições iguais com o campeão de 2008 o título mundial.

A última vez em que uma equipe teve dois campeões mundiais em seus cockpits foi em 1989, quando a própria McLaren formou sua dupla com o brasileiro Ayrton Senna e o francês Alain Prost.

A saída de Button abriria a possibilidade para que a Mercedes-Benz consiga formar uma dupla com pilotos alemães, tendo Nico Rosberg, ex-piloto da Williams, e Nick Heidfeld, que ficou sem equipe com a saída da BMW da Fórmula 1. A montadora que anunciou a compra da equipe Brawn GP também pode contar com o finlandês Kimi Räikkönen, campeão de 2007, que deixou a Ferrari após o GP de Abu Dhabi.

O chefe executivo da equipe Brawn, Nick Fry, afirmou nesta segunda-feira à BBC que a entrada de mais dinheiro com o acordo da escuderia com a Mercedes não significa que a oferta de salário para Jenson Button continuar na equipe será elevada.

“Nós tivemos discussões com Jenson, que achamos que é um salário razoável e você sabe que isso não vai mudar nada a esse respeito. Queremos que Jenson esteja conosco, mas temos de reconhecer que a Fórmula 1 não é separada do resto do mundo. Trabalhamos dentro de um orçamento e se nós gastarmos o dinheiro em uma área, não podemos gastá-lo em outra”, disse Nick Fry.

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