F1: Com a F1 de volta à Europa, Nelsinho Piquet se mostra animado com evoluções no R29

ING Renault é uma das equipes que fará a estreia de novos componentes em Barcelona, que recebe a quinta etapa do Mundial no próximo final de semana.

“Um circuito que todos conhecem muito bem, onde é difícil ultrapassar e o equilíbrio aerodinâmico do carro vale muito”, é assim que o brasileiro Nelsinho Piquet define o autódromo da Catalunha, que fica localizado a cerca de 40 km de Barcelona, onde a Fórmula 1 disputa no próximo final de semana (entre 08 e 10/5) a quinta etapa do Mundial 2009. Por causa do clima mais estável durante o inverno em relação a outros países da Europa, a Espanha é o local preferido das equipes para os testes de pré-temporada. E o circuito de Barcelona, assim como Jerez de La Frontera (que não integra o Mundial desde 1997), é um dos mais utilizados pelos times nessa época, principalmente pelas curvas de alta velocidade, que colocam à prova o potencial aerodinâmico de cada bólido.

O início da fase européia da temporada da Fórmula 1 é aguardado com muita ansiedade, uma vez que as maiores equipes da categoria devem começar a lançar mão do seu poderio de desenvolvimento dos carros para reagir na classificação do campeonato. “Nós até conseguimos nos antecipar. Fiquei muito animado com o carro após a estreia do novo difusor, no Bahrein”, admite Nelsinho Piquet. O brasileiro e seu companheiro de equipe, o espanhol Fernando Alonso, vão receber nessa etapa um novo pacote de evoluções nos seus carros. O modelo R29 da ING Renault deve estrear nos treinos de sexta-feira novas calotas e também um novo desenho na asa traseira. “Também tivemos uma nova versão da asa dianteira na prova passada e o carro melhorou consideravelmente em relação ao começo do ano. A equipe vem trabalhando bem e precisamos manter esse ritmo para evoluir cada vez mais na temporada”, acredita Nelsinho Piquet.

“As novas calotas e a nova asa traseira fazem parte de uma série de mudanças que vamos introduzir prova-a-prova”, revela Pat Symonds, diretor do departamento de engenharia da ING Renault. “O carro começou a temporada bastante indócil em termos de equilíbrio e isso dificultou muito a vida dos nossos pilotos. Acredito que isso melhorou muito com o novo difusor, mas ainda precisamos de mais quilometragem em pista seca para fazermos um julgamento mais apropriado dessa evolução”, conclui.

O circuito – A pista do GP da Espanha de Fórmula 1 tem 4.655 metros de extensão e a prova é disputada em 66 voltas. Sua marca registrada é a longa reta dos boxes – com cerca de 1 km de extensão – onde os carros atingem velocidades acima dos 310 km/h. O acerto dos carros é o grande desafio para pilotos e engenheiros, principalmente depois que o setor final da volta ganhou uma chicane – tornando esse trecho, um dos mais lentos do circuito. “Com essa chicane, a pista passou a exigir muito também de um bom nível de grip mecânico e de tração dos carros. É importante conseguir ser rápido na saída desse setor, para contornar a última curva com boa velocidade e ganhar tempo na reta”, avalia Nelsinho Piquet. “Do contrário, se você estiver sendo perseguido vai ficar vulnerável e pode sofrer uma ultrapassagem no final do retão”, resume.

Outra peculiaridade do circuito espanhol é o desgaste excessivo dos pneus, principalmente o dianteiro esquerdo. Em alguns momentos da volta, como na curva 3, por exemplo, o carro fica quase três segundos a mais de 250 km/h apoiado no lado esquerdo. A prova do GP da Espanha de Fórmula 1 será no próximo domingo a partir das 9h.

Confira a programação para o GP da Espanha de F1 (horários de Brasília):

Sexta-feira (08/5)

Treino livre 1 – 5h às 6h30
Treino livre 2 – 9h às 10h30

Sábado (09/5)

Treino livre 3 – 6h às 7h
Classificação – 9h

Domingo (10/5)

Corrida (66 voltas) – 9h 

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