F1: Com Di Grassi, Virgin completa sua primeira corrida na F1

Brasileiro fez boa largada, manteve ritmo consistente, brigou por posições e recebeu a bandeira quadriculada na 14ª posição, a melhor entre as equipes estreantes.

Dada como certa para este domingo (4), a chuva não apareceu no circuito de Sepang, o que não quer dizer que o GP da Malásia tenha sido desprovido de emoções. A corrida teve boas doses de ultrapassagens e disputas, e para Lucas Di Grassi (Clear, Sorocred, Locaweb, Eurobike, Schioppa) foi ainda mais especial: pela primeira vez na Fórmula 1, o brasileiro recebeu a bandeirada quadriculada ao final da prova.

Mais do que isso, foi o primeiro Grande Prêmio que um dos carros da Virgin Racing terminou, e à frente das outras duas equipes estreantes, Lotus e Hispania, em corrida vencida pelo alemão Sebastian Vettel, da Red Bull.

O 14º lugar do brasileiro foi motivo de comemoração pela equipe. “Finalmente receber a bandeira quadriculada é uma recompensa enorme para todos na Virgin Racing”, afirmou Nick Wirth, projetista do VR-01. “Foi uma prova bem estressante no pit wall, pois a previsão é de que choveria, e levou algum tempo até assegurarmos que ela não viria. A partir disso a nossa preocupação foi colocar em prática a estratégia de economia de combustível, que foi exaustivamente treinada em simulador”, comentou o projetista, lembrando que a partir do GP de Barcelona o carro de Lucas Di Grassi e Timo Glock terá um tanque de maior capacidade. “Chegar ao fim da corrida nos dá muitas informações e agora temos mais uma direção clara a seguir para Xangai”, disse Wirth.

Por estas razões, não foi uma corrida fácil para o brasileiro. “Foi bastante cansativa. Física e mentalmente”, apontou Lucas. “Mas foi uma corrida boa. Consegui ganhar cinco posições na primeira volta e o carro estava muito bom”, lembrou. Mantendo um bom ritmo, Di Grassi disputava posição com Heikki Kovalainen, da Lotus, quando sofreu um toque do adversário em uma má sucedida tentativa de ultrapassagem por parte do finlandês, na 11ª volta. “Estávamos brigando e no toque acabei perdendo um pedaço da minha asa dianteira. Por fim, fizemos a corrida inteira sem esse pedaço”, comentou.

O importante, segundo o brasileiro, foi que o ritmo do carro era satisfatório. “No início da corrida (o ritmo) era muito bom e continuamos andando forte na segunda metade da prova, apesar de ter perdido aquele pedacinho da asa dianteira em um toque com o Heikki. Estávamos bem à frente das outras equipes novas, e pudemos administrar no final para que nada atrapalhasse o nosso resultado hoje. Foi uma longa espera e tivemos momentos difíceis nos últimos meses, mas sabemos que estamos progredindo e podemos conquistar mais. Vínhamos sofrendo com problemas mecânicos, depois hidráulicos, e demos hoje um grande passo adiante”, afirmou.

“Mostramos hoje que somos de fato competitivos e é uma ótima sensação que a nossa luta acabou de começar. Agora é questão de melhorar cada vez mais a durabilidade e a performance do carro”, celebrou.

O GP da China, último antes do início da temporada européia, acontece no dia 18 de abril.

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