F1: Em dia difícil para a Renault, Nelsinho Piquet termina em 12º em Silverstone

Brasileiro mudou estratégia no meio da prova e chegou à frente de seu companheiro de equipe, mas desempenho do R29 na Inglaterra ficou aquém das expectativas.

Em um dia que não vai deixar muitas saudades para a equipe ING Renault, o brasileiro Nelsinho Piquet fez uma corrida consistente e conquistou a 12ª posição no GP da Inglaterra de Fórmula 1, disputado neste domingo (21/6), no tradicional circuito de Silverstone. Apesar das expectativas da equipe com relação a uma boa adaptação do R29 ao veloz traçado inglês, o que se viu na corrida foi justamente o contrário, com ambos os pilotos do time – Nelsinho e o espanhol Fernando Alonso – enfrentando muitas dificuldades para livrarem-se do tráfico e aproximarem-se da briga pela zona de pontuação. Alonso, que havia largado em 10º, terminou a prova na 14ª posição, enquanto Nelsinho, que largara em 14º, mudou de estratégia no meio da prova e conseguiu terminar em 12º. “É sempre bom chegar à frente do seu companheiro de equipe, ainda mais porque o Fernando havia tirado leite de pedra na classificação”, analisou Nelsinho Piquet. “Só que a gente sabe que o carro ainda precisa evoluir. Você olha a lista de melhores voltas e há pelo menos cinco equipes mais rápidas do que nós em corrida, mesmo que, cada um em sua estratégia, a gente tenha andado no limite o tempo inteiro”, reconheceu o piloto brasileiro.

 

Enquanto o espanhol largou mais leve e partiu para uma tática tradicional com duas paradas, Nelsinho Piquet pretendia já fazer um stint mais longo, mas só optou junto com a equipe pela estratégia de pit-stop único devido às circunstâncias do início da prova. “Como ficou todo mundo preso atrás do (Nick) Heidfeld no início da corrida, nós decidimos mudar a estratégia para fazer apenas um pit stop”, contou o piloto brasileiro. Entre os competidores que terminaram a corrida, Nelsinho foi o único a apostar nesta tática, que acabou lhe valendo um ganho médio de 20 segundos em relação às duas BMW-Sauber de Heidfeld e Robert Kubica e ao próprio Alonso. “Claro que paguei o preço por andar com um carro mais pesado o tempo inteiro, então meu ritmo era um pouco mais lento”, lembrou Nelsinho. “Mas no final compensou porque era muito complicado ganhar posições na pista”, acrescentou o brasileiro, que travou bons duelos não apenas contra os pilotos da BMW-Sauber, como também com as McLarens de Heikki Kovalainen e Lewis Hamilton, além da Toro Rosso de Sebastien Bourdais.

 

Já pensando na segunda metade do campeonato, a equipe ING Renault reconhece que precisa recuperar o terreno perdido para a concorrência. “Ficou claro que não éramos suficientemente rápidos hoje. Temos que nos unir, trabalhar forte e melhorar o carro para a próxima prova”, relatou Pat Symonds, diretor-executivo de engenharia. “Ambos os pilotos guiaram bem e deram o máximo, mas infelizmente nosso carro simplesmente não era veloz hoje. Temos que nos concentrar na próxima prova”, concordou Remi Taffin, chefe de operações de motor da equipe anglo-francesa.

 

A vitória no GP da Inglaterra ficou com o alemão Sebastian Vettel, que largou na pole position e só deixou a primeira colocação no momento das paradas para reabastecimento e troca de pneus. O australiano Mark Webber chegou em segundo lugar, completando a dobradinha da equipe Red Bull. O brasileiro Rubens Barrichello, da Brawn GP, fechou o pódio com a terceira colocação. Felipe Massa, da Ferrari, chegou em quarto.

 

O Mundial de Fórmula 1 retoma as suas atividade dentro de três semanas, com a disputa do GP da Alemanha, no circuito de Nurburgring, dia 12 de julho.

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