F1: Entidades anti-racistas reagem à frase de Ecclestone

Organizações anti-racistas reagiram com indignação à declaração do chefe da Fórmula 1, Bernie Ecclestone, sobre o racismo sofrido pelo inglês Lewis Hamilton em um site espanhol e sobre as brincadeiras recebidas no Brasil, classificadas pelo pai do piloto da McLaren, Anthony, como de mau gosto.

Para o dirigente, os fatos foram “mais uma brincadeira do que algo abusivo”. A declaração também recebeu rápida reposta de Hamilton, que sublinhou que o assunto não é uma piada.

Já o presidente do grupo de trabalho de minorias étnicas, Keith Vaz, foi mais duro em sua avaliação. “Dizer que vai matar alguém da família nunca é uma piada e não pode ser desconsiderada de forma alguma. Governos e organizações esportiva precisam ser muito claros que estes comentários não devem ser aceitos”, afirmou.

Keith Vaz fez referência ao fato ocorrido na última semana, quando um site espanhol foi tirado do ar por causa de ofensas a Hamilton.

Por sua vez, Danny Lynch, chefe da Kick it Out (Chute para fora), entidade que organiza campanhas para combater o racismo no esporte, considerou as declarações de Ecclestone inapropriadas.

“Os comentários do Bernie Ecclestone foram muito, muito fora do contexto. Manifestações de racismo, explícitas ou não, precisam ser combatidas onde quer que seja. Particularmente vindo de alguém com a posição de autoridade do Ecclestone, minimizar o abuso como apenas um pouco de diversão é preocupante”, disse.

Com a repercussão negativa de sua declaração, o chefe da Fórmula 1 tentou se defender com a lembrança de que já militou pelo fim do racismo. Ele contou que boicotou o GP da África de Sul a partir de 1985 como forma de protesto ao apartheid, sistema que fazia distinções entre negros e brancos na sociedade sul-africana.

“Eu fui um dos que pulou fora do GP da África do Sul em apoio a Nelson Mandela por causa do sangrento apartheid, antes dessas pessoas saberem o que é racismo”, argumentou.

Fonte: Terra

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