F1: Funcionários da McLaren e Ferrari envolvidos em sabotagem e espionagem

Funcionários da McLaren e a Ferrari, rivais nas pistas, estão no centro de um escândalo de espionagem e sabotagem na F-1. Documentos pertencentes à equipe italiana foram encontrados pela polícia na casa do desenhista-chefe da McLaren, Mike Coughlan. Os dados teriam sido passados por Nigel Stepney, funcionário da Ferrari.

Stepney foi demitido nesta terça-feira (03/06), da equipe de Maranello e Coughlan suspenso pela equipe inglesa até as investigações se encerrarem. Ambos são ingleses.


A Ferrari encontrou um misterioso pó branco nos tanques de combustíveis de seus carros antes de serem embarcados para a disputa do GP de Mônaco. E suspeita que o agora ex-funcionário, que passa férias nas Filipinas, tenha sido o responsável pela colocação da substância.


Ele se defendeu, na semana passada, das acusações e que tem tudo isso não passa de uma intriga e que irá provar a sua inocência. A advogada de Stepney disse que ele pretende dar uma entrevista coletiva quando retornar das férias, neste fim de semana.


A procuradoria de Módena, na Itália, foi acionada pela Ferrari, que levou documentos que comprovam a sabotagem e o roubo de informações técnicas sigilosas. A equipe anunciou que irá processar Coughlan também na Inglaterra.


A McLaren afirmou não ter nenhum envolvimento com o caso, e que condena esse tipo de atitude e vai cooperar totalmente com as investigações.


A FIA declarou que está acompanhando o caso.


Os dois pivôs do escândalo estão na F-1 há bastante tempo. Stepney desde o fim dos anos setenta e Coughlan do início da década seguinte. Eles trabalharam juntos em três ocasiões, entre 1984-1988, 1991 e 1993-1997.

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