F1: Hamilton afirma que não participará de greve

Apesar de ser apenas uma possibilidade, a greve dos pilotos da Fórmula 1 no GP da Inglaterra já não terá uma adesão importante: Lewis Hamilton. Depois do primeiro treino livre na França, o piloto inglês deixou claro que não vai aderir a nenhum tipo de paralisação na categoria.

“Não me envolvi em nenhuma conversa sobre greve. Eu estou aqui para correr, fazer meu trabalho para o time, para mim mesmo e para os fãs de Fórmula 1”, justificou o piloto da McLaren, com evidente preocupação de ter sido mal interpretado depois de dizer nesta quinta, durante a conferência de imprensa que apoiava a causa dos pilotos.


“Para colocar o meu comentário na perspectiva correta, um outro piloto disse que seria difícil todos os competidores terem a mesma idéia, mas que todos tentariam convencer a FIA a reduzir os custos da superlicença”.


Então, eu respondi: “Sempre disse que os pilotos terão o meu apoio, pois isso (a redução dos custos) é uma coisa com a qual eu concordo”. “Daqui a duas semanas teremos o GP da Inglaterra e em seguida outras provas. E eu não estou pensando em perder nada”, esclareceu Hamilton.


Associação dos pilotos da categoria, a GPDA quer uma redução dos preços para se obter a superlicença, documento obrigatório para se correr na Fórmula 1. Isso porque a taxa pulou de 1.690 euros fixos (cerca de R$ 4,2 mil) mais 447 euros (R$ 1,1 mil) por ponto conquistado na temporada anterior para 10 mil euros e 2 mil extras por pontos.


De acordo com a publicação alemã Auto Motor und Sport, a GPDA pretende se reunir com Max Mosley, presidente da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), para discutir os valores. Caso não cheguem a um acordo, a greve seria uma possibilidade para a disputa em Silverstone, a fim de pressionar os dirigentes. Até agora, entretanto, nenhum piloto mostrou clara vontade de parar as atividades, apesar de discordarem dos preços.


“Eu não acredito que os pilotos tomarão medidas drásticas”, opinou Hamilton, que não é membro da GPDA, assim como Kimi Raikkonen e Felipe Massa.


Fonte: Gazeta Press

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