F1: Jogo de equipe foi usado várias vezes na categoria

Apesar de sempre polêmicas, as ordens de equipe para pilotos trocarem de posições não são uma novidade na F-1.

Lógico que o lance mais famoso deste tipo dos últimos tempos é o GP da Áustria de 2002, quando Rubens Barrichello cedeu a vitória para o seu companheiro de Ferrari, Michael Schumacher, nos últimos metros da prova.

No pódio, o alemão fez com que o brasileiro ficasse no lugar mais alto e recebesse o troféu pelo primeiro lugar, o que resultou em uma multa para a equipe de Maranello por descumprir o regulamento do cerimonial. Este episódio foi o motivo para a FIA resolver limitar o jogo de equipe, proibindo a partir de então ordens que influenciem no resultado.

Aquela não era a primeira vez que o time utilizou o artifício. Um ano antes, em 2001, Ferrari, Barrichello e Schumacher viveram a mesma situação, na mesma pista, só que pelo segundo lugar.

Porém, em 1999, foi Schumacher que teve que ceder o seu lugar. O alemão retornava de um período de seis corridas ausente devido a recuperação de um acidente no GP da Inglaterra. O seu companheiro de equipe, Eddie Irvine aproveitou a oportunidade para se tornar o piloto número um da Ferrari e o alemão teve que dar passagem para o irlandês , que disputava o título contra Mika Hakkinen, no GP da Malásia.

Ordens de equipe também não são exclusividade da Ferrari. No GP da Austrália, etapa inaugural do campeonato de 1998, por exemplo, a McLaren pediu para David Coulthard abrir passagem para Hakkinen, respeitando um acordo feito antes da prova que aquele que contornasse a primeira curva na liderança venceria a prova. O finlandês saiu na frente, mas perdeu a posição após entrar nos boxes no momento errado, recebendo de volta no final e começando a caminhada para o seu primeiro título.

A Williams também já praticou o jogo de equipe. No GP Brasil de 1981, no Rio de Janeiro, o time sinalizou para Carlos Reutemann deixar Alan Jones ultrapassar. Porém, naquela ocasião, o argentino ignorou a ordem e venceu a corrida.

Em casos mais recentes, mesmo com a proibição das ordens, as equipes continuaram a utilizar o artifício. Em 2007, Felipe Massa diminuiu o ritmo para o seu companheiro de Ferrari, Kimi Raikkonen, sair de sua parada no box na frente, durante o GP do Brasil, e conquistar a vitória e o título.

Um ano depois, o finlandês retribuiu deixando o brasileiro ultrapassá-lo no GP da China, penúltima etapa do campeonato, mantendo as chances de Massa no campeonato. Naquele ano, a Ferrari também acusou a McLaren de ter ordenado Heikko Kovalainen abrir passagem no início do GP da Inglaterra para Lewis Hamilton.

Outra controvérsia envolvendo o time inglês aconteceu no GP de Mônaco de 2007, quando a equipe mandou Hamilton manter sua posição atrás de Fernando Alonso, que liderava a prova.

Uma das ordens de equipe mais polêmicas da história aconteceu no GP de Cingapura de 2008, quando a Renault pediu para Nelsinho Piquet simular um acidente e forçar a entrada do safety car, o que ajudou a estratégia de Fernando Alonso para vencer a prova.

Porém, também é possível encontrar relatos de situações em que equipes privilegiaram um dos seus pilotos nos primórdios da F-1. Um exemplo é o GP da Itália de 1956. Na época, caso sofresse algum problema, um piloto poderia continuar na prova com o carro do companheiro. Com Juan Manuel Fangio disputando o campeonato, a Ferrari fez Peter Collins ceder para o argentino, que terminou a corrida em segundo, conquistando o quarto dos seus cinco títulos.

Fonte: UOL

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *