F1: Mesmo sem teto, Mosley nega ‘derrota’ e garante corte de custos

A reunião do Conselho Mundial da FIA (Federação Internacional de Automobilismo) fez a Fota (Associação de Equipes da Fórmula 1) concordar com a manutenção da tradicional categoria criada em 1950 sob duas condições. E ambas foram desfavoráveis para Max Mosley, que viu cair o teto orçamentário e não poderá se reeleger como presidente da entidade. Ainda assim, o britânico não perde a pose, assegurando que houve um consenso para que os gastos totais com equipamentos fossem diminuídos.

Parecendo anteriormente no comando da situação, Mosley havia até ameaçado as dissidentes nesta terça-feira, quando deixou em aberto a possibilidade de romper um acordo e se candidatar a mais um mandato à frente da FIA. Nesta manhã, porém, o dirigente saiu como o grande derrotado do encontro em Paris, onde ficou definido que o regulamento da Fórmula 1 desta temporada será mantido para a próxima e que ele deverá encerrar em outubro um período de 18 anos como presidente do órgão que rege o automobilismo mundial.

Embora, portanto, tenha sido obrigado a ceder para impedir a criação de um campeonato alternativo da Fota, o veterano garante que não houve vitoriosos nesse caso. “Não haverá ruptura. Concordamos em reduzir os custos, e o objetivo é, dentro de dois anos, voltar a gastar quantias semelhantes às do início dos anos 1990”, disse, ignorando, porém, que o teto orçamentário defendido por ele não existirá.

Ecclestone comemora: Enquanto Max Mosley tentava disfarçar a derrota no Conselho Mundial, Bernie Ecclestone parecia ter verdadeiras razões para comemorar. Dono da empresa que detém os direitos comerciais da Fórmula 1 (FOM), o também britânico chegou a um acordo para que a Fota respeite os contratos assinados com seu grupo até 2012. Conciliador da briga entre as escuderias e a FIA nos últimos dois meses, Ecclestone admitiu estar ‘muito feliz porque o bom senso prevaleceu’.

Fonte: Gazeta Esportiva.Net

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