F1: O GP da Inglaterra do ponto de vista dos pneus

Depois de três circuitos de rua consecutivos, a Fórmula 1 retorna para uma das mais tradicionais pistas permanentes do calendário: Silverstone, na Inglaterra, de 6 a 8 de julho. Para a Pirelli, esta corrida equivale a uma segunda etapa em casa, uma vez que o centro de distribuição de pneus da empresa está localizada em Didcot, cerca de uma hora de distância do autódromo.

Durante os treinos livres nesta sexta-feira, as equipes terão a oportunidade de avaliar um novo composto da família P Zero, que está em desenvolvimento para a próxima temporada. A Pirelli testou uma série de compostos durante as sessões de treinos livres no ano passado, mas esta é a primeira vez que um novo composto será usado durante um fim de semana de corrida em 2012.

Além dos jogos que recebem para o fim de semana de corrida – P Zero Prata (duro) e P Zero amarelo (macio) –, cada equipe terá dois conjuntos do pneu duro experimental para as duas sessões de sexta-feira. Como em 2011 houve chuva nos primeiros dias em Silverstone, os compostos Cinturato Verde (intermediário) e Cinturato Azul (chuva) também estarão à disposição dos pilotos.

 

Assim como as várias curvas de alta velocidade, que colocam muita energia lateral através dos pneus, Silverstone é frequentemente caracterizada por mudanças climáticas durante o fim de semana de corrida, com temperaturas ambientes variando entre 15°C e 30°C. A superfície da pista também é bastante abrasiva, o que aumenta ainda mais o desgaste dos pneus, e a estrutura dos pneus têm que lidar com períodos prolongados de alta velocidade quando os carros estão em aceleração total.

 

Paul Hembery, diretor de automobilismo da Pirelli, diz que Silverstone é um dos circuitos mais emblemáticos no calendário da Fórmula 1, justamente por ser tão exigente para os pilotos, carros e pneus. “É por isso que nós escolhemos testar um novo composto duro, ainda experimental, durante os treinos livres. Este novo pneu tem uma escala de trabalho um pouco mais ampla, que deve tornar mais fácil para as equipes operá-los na janela correta de temperatura”, conclui.

 

O piloto de testes da Pirelli, Lucas di Grassi, acrescenta: “Eu testei o pneu duro experimental em Jerez este ano: é um conceito semelhante ao atual P Zero Prata, mas com maior aderência combinada e melhor desgaste. É particularmente eficaz em dias quentes e quando as condições da pista são ruins – assim você acaba com um pneu que é mais rápido e dura mais tempo”.

 

Notas técnicas de pneus:

• A curva 9 é uma das mais rápidas em Silverstone, com os carros chegando a 290 Km/h e gerando uma força lateral de 5G. A temperatura da banda de rodagem do pneu pode ultrapassar 110°C neste trecho e a boa aderência lateral é a chave para uma volta rapidamente.

• No último ano, a pista recebeu um recapeamento parcial, embora continue bastante irregular, e ganhou um novo complexo de boxes e paddock. As equipes geralmente correm com uma downforce bastante elevada para garantir boa aderência aerodinâmica, mas precisam ajustar a suspensão em função dos solavancos causados pela irregularidade da pista, muitos dos quais absorvidos pelos pneus.

• A Pirelli nunca experimentou uma corrida completamente seca em Silverstone, nem mesmo usou o pneu duro em condições de corrida. No ano passado, todos os carros começaram com o pneu intermediário e os cinco primeiros colocados adotaram estratégias de paradas semelhantes, com três trocas de pneus e sem a utilização do composto duro.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *