F1: Pane hidráulica causa abandono de Bruno Senna na Itália

Carro da HRT F1 Team completa apenas 11 voltas em Monza

Uma pane hidráulica foi a causa do abandono de Bruno Senna no GP da Itália, realizado neste domingo em Monza e vencido por Fernando Alonso. O piloto brasileiro estava apenas na 12ª volta quando o motor do carro da HRT F1 foi perdendo potência até parar de funcionar. “Não deu nenhum aviso, foi tudo de repente”, explicou Bruno, que classificou o final de semana como “frustrante”.

Na véspera, animado com a proximidade dos tempos entre as equipes novatas nos treinos classificatórios, Bruno alimentou a ilusão de que a pequena equipe espanhola poderia travar uma batalha equilibrada contra as demais estreantes – Virgin e Lotus. No entanto, os planos começaram a ir por água abaixo pouco depois da largada. Partindo em 21º do grid, Bruno chegou a superar as Virgin de Lucas di Grassi e Timo Glock na reta dos boxes. Na freada da primeira chicane, no entanto, perdeu as posições.

“Acho que fui um pouco cuidadoso demais, porque estava preocupado com a possibilidade da repetição do que aconteceu na corrida anterior em Spa, onde quase arrancaram minha asa dianteira. Escolhi o lado de fora, mas acabei bloqueado por uma Lotus”, contou Bruno. Os planos de recuperação na corrida foram comprometidos ainda pela subida da pressão dos pneus, o que complicou a dirigibilidade do F110.

De volta aos boxes, depois de estacionar o carro ao lado do traçado, Bruno reconheceu o desapontamento com o GP da Itália. “Foi uma das etapas em que menos andei, talvez junto apenas com a da estreia no Bahrein”, lembrou. Na sexta-feira, Bruno treinou pouco por causa de um problema com a pressão de combustível que só foi descoberto pelos técnicos da HRT F1 Team no final do dia.

Apesar das dificuldades que vem encontrando em seu primeiro ano na Fórmula 1, Bruno acredita que pelo menos duas das cinco últimas pistas da temporada serão menos desfavoráveis ao seu carro, que não recebeu uma única atualização técnica de maior relevância desde a abertura do calendário em março. “Cingapura e Brasil devem ser melhores para nós em relação à pressão aerodinâmica. É onde poderemos ser um pouco mais competitivos nas corridas que ainda restam”, concluiu.

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