F1: Renault critica medida contra Alonso e diz haver complô contra a equipe

Um comunicado de 26 linhas emitido no início da noite de na última sexta-feira. A segunda punição contra a Renault em dois GPs, horas após uma forte entrevista de seu principal diretor. O rebaixamento sumário de Fernando Alonso no grid de largada a ser decidido neste sábado e exatamente em Budapeste, o último circuito-ferrolho do Mundial.

Foi demais. A atual campeã mundial de Construtores e líder do campeonato explodiu. Para o time, há um complô entre FIA e Ferrari para arrastar a luta pelo título até o fim do ano.

“O que foi que eu disse?”, perguntou Flavio Briatore, diretor da Renault, assim que a punição foi divulgada. Horas antes, em entrevista à imprensa italiana, o dirigente italiano havia atacado duramente a entidade que comanda o esporte.

“A FIA está querendo fraudar o campeonato para levar a disputa até a última prova. Mas no final vamos fazer as contas e ver quem está na frente”, declarou. “E há uma equipe agindo claramente nos bastidores, por motivos óbvios, querendo colocar lenha nessa fogueira.”

O estopim para a guerra que se pronuncia foi a punição imposta a Alonso. Na verdade, duas punições cumulativas e pesadas. O resultado: ele terá adicionado dois segundos ao seu melhor tempo em cada um dos três blocos do treino classificatório do GP da Hungria. A sessão que decide o grid começa neste sábado às 9h (de Brasília).

O motivo alegado pela FIA para as punições, o comportamento do espanhol no segundo treino livre de ontem.

Primeiro, Alonso se estranhou com Robert Doornbos, piloto de testes da Red Bull.

Reclamando ter sido atrapalhado, passou por ele na reta dos boxes gesticulando. Já à frente do holandês, reduziu abruptamente a velocidade na primeira curva, manobra conhecida como “brake test” (teste de freio, em inglês) e que tem a finalidade de obrigar uma reação rápida de quem vem atrás.

No fim da sessão, Alonso teria superado outro piloto – não especificado pelo comunicado – sob bandeira amarela, o que é vetado pelo regulamento esportivo mas que raramente incide em pena em treino livre.

A não ser que o espanhol tenha atuação histórica, sua corrida está condenada. Na Alemanha, no domingo passado, o piloto que ficou dois segundos atrás do mais rápido no primeiro bloco do treino oficial já não foi à segunda parte – Vitantonio Liuzzi, que largou em 17º.

Foi no mesmo GP que a Renault viveu o primeiro duelo com a FIA. A entidade proibiu o time de usar um sistema de contrapeso ligado ao amortecedor por entender que exerce função aerodinâmica. O regulamento veta a mobilidade de apêndices aerodinâmicos.

Os comissários técnicos da prova, porém, liberaram o sistema. Receando ser punida depois, a Renault abandonou o equipamento: Alonso foi só o quinto e viu o ferrarista Michael Schumacher reduzir sua vantagem na liderança do Mundial para 11 pontos.

Fonte: Folhapress

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