F1: Stirling Moss diz que se drogou nos anos cinqüenta

Em uma entrevista a rede inglesa ITV, o ex-piloto Stirling Moss, de 76 anos, revelou que se drogou algumas vezes na disputa de provas nos anos cinqüenta. E que o fato era comum entre os pilotos da época.

 


Nas “Mille Miglia” de 1955, talvez a mais importante vitória de sua carreira, Moss disse que recebeu umas pílulas do pentacampeão mundial de F-1, o argentino Juan Manuel Fangio, para que ficasse acordado. O que funcionou segundo ele, apesar dele não saber que pílulas eram.


 


Moss, quatro vezes vice-campeão mundial de F-1, afirmou que o uso de Benzedrina e Dexedrina era comum entre os pilotos. Principalmente nos ralis. Estas substâncias são anfetaminas, que estimulam o sistema nervoso central.


 


Hoje em dia o sistema anti-doping proíbe o uso de varias drogas, e as anfetamina certamente estão entre elas. O tcheco Tomas Enge perdeu o titulo da F-3000 em 2002, por uso de maconha.


 


Stirling Moss disputou 66 GPs na F-1, entre 1951 e 1961. Venceu 16, fez 16 poles e 20 melhores voltas. Pilotou para HWM, Maserati, Mercedes, Vanwall, Cooper, BRM e Lotus. Foi vice-campeão mundial em 1955, 1956, 1957 e 1958. Encerrou a carreira depois de um grave acidente em uma corrida disputada em Goodwood, na Inglaterra, em 1962. Depois virou comentarista. Em 1968 foi o responsável pela primeira chance em pistas européias de vários pilotos brasileiros, fazendo assim o país ressurgir no cenário mundial. Nos últimos anos foi o presidente da associação dos pilotos ingleses, que administram o circuito de Silverstone.


 

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