F1: Teddy Mayer falece aos 73 anos

O norte-americano Teddy Mayer faleceu na última sexta-feira (30/01), em sua casa na Inglaterra, de causa não revelada. Ex-dirigente da McLaren ficou conhecido no Brasil na época em que o brasileiro Emerson Fittipaldi ganhou o seu segundo titulo mundial, em 1974.

Edward Everett “Teddy” Mayer nasceu em Scranton, Pennsylvania, em 1935. Graduou-se em Direito em Cornell, em 1962. Naquela época ele já estava envolvido na equipe de F-Júnior de seu irmão mais novo, Tim e do amigo de faculdade Peter Revson. No final do ano Tim teve a chance de disputar o GP dos EUA com um terceiro carro oficial da Cooper.

Em 1963 os três foram para a Europa, disputar a F – Junior pela equipe de Ken Tyrrell. Tim assinou com a Cooper pra ser companheiro de equipe do neozelandês Bruce McLaren no Mundial de F-1 de 1964. Ante de o campeonato começar Tim foi disputar a Copa da Tasmânia, na Austrália e Nova Zelândia. Contudo, no dia 28 de fevereiro, treinando para a última prova da Copa, Tim sofreu um grave acidente, falecendo instantaneamente.

Mesmo abalado, Teddy decidiu continuar nas corridas, ajudando McLaren a fundar a sua equipe em 1965. Após a morte de McLaren, em um acidente em Goodwood, 1970, Teddy assumiu o comando da equipe McLaren.

A equipe cresceu, se tornando uma das principais organizações do mundo, vencendo dois Mundiais de F-1 (1974, com Fittipaldi e 1976, com o inglês James Hunt), vencendo as 500 Milhas de Indianápolis (venceu as edições de 1972, com o norte-americano Mark Donohue e as de 1974 e 1976 com o norte-americano Johnny Rutherford) , e dominando as provas da Can-Am. No final dos anos setenta, porém a equipe entrou em crise, marcando apenas trinta pontos, em duas temporadas, 1978 e 1979.

A Marlboro, principal patrocinadora da equipe insistiu para que o inglês Ron Dennis, dono da Project Four Racing, entrasse como sócio do time em 1980. Mayer ficou na McLaren, como diretor-chefe até o final de 1982, quando vendeu a sua parte a Dennis. Ele voltou para os EUA, fundando, junto com seu antigo parceiro de McLaren, Tyler Alexander, a Mayer Motor Racing, para disputar a Cart em 1984. Com os norte-americanos Tom Sneva e Howdy Holmes a equipe logo venceu provas. Sneva, com três vitoria, foi vice-campeão. No outono daquele ano, o norte-americano Carl Haas havia convencido a Beatrice, conglomerado alimentício, a financiar uma equipe na F-1, a Haas/Force. Um acordo de três anos, com a Ford, para o fornecimento de motores turbo, foi fechado e Mayer e Alexander contratados pela equipe. A Lola seria a fornecedora dos chassis.

Uma troca no comando da Beatrice forçou a equipe a fechar as portas no final de 1986. Mayer se juntou ao norte-americano Roger Penske como vice-presidente da Penske Racing, permanecendo como consultor da equipe até 2007. Ele deixa dois filhos, Tim, chefe de operações do ALMS e Anne.

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