F3 Sulamericana: Felipe Ferreira voa baixo, literalmente

Piloto levanta vôo a três metros de altura, a 226 km/h, e quase completa um looping, antes de terminar a corrida na zona de pontuação.

Na primeira vitória de Mário Romancini (Cesário Fórmula) no Campeonato Sul-Americano de Fórmula 3, neste sábado (30/6) na nona etapa em Córdoba, na Argentina, os comentários ficaram mesmo para o incrível acidente protagonizado por Felipe Ferreira (Webmotors/CVC/Center Cargo/Hip Telecom/Puma), que levantou vôo a 226 km/h, quase completou um looping, e ainda terminou na zona de pontuação. “É difícil descrever o que aconteceu, mas não me intimidei, e voltei pra corrida para terminar em oitavo”, comentou o paulista. Com o resultado Romancini assumiu o segundo posto do certame com 42 pontos, enquanto Clemente Faria Júnior, com o segundo lugar, ampliou a liderança para 64 pontos. A décima etapa acontece domingo (1º/7), a partir das 9h18, com Faria Jr. largando da pole position.

Quando os pilotos saíram da terceira curva ainda na primeira volta, Felipe Ferreira emparelhou com mais dois concorrentes e sem espaço acabou pegando a zebra, que serviu como uma catapulta. “Passei sobre a zebra e o carro apontou o bico para cima. Eu só via o céu. Fiquei esperando a capotada e o impacto no chão. Quando ele caiu, rodou na grama e voltou para o meio da pista”, contou. “Eu queria ver se o vôo que estava trazendo o meu pai para cá estava chegando”, brincou o irreverente paulista.

Na realidade o Dallara/Berta levantou a uma altura de cerca de três metros, e seguiu por cerca de 100 metros no ar, com o bico apontado para cima e prestes a completar um looping. Segundo a telemetria da Bassan Motorsport, o piloto da Webmotors/CVC/ Center Cargo/Hip Telecom/Puma decolou a 226 km/h. “Fiquei apavorado com o que vi. Lembrei de outros acidentes terríveis. Quando ele voltou para a corrida falei com ele pelo rádio, perguntei se ele estava bem, e ele só disse que o carro estava saindo um pouco de frente”, disse o chefe de equipe Eduardo Bassan.

Felipe voltou em último, e mesmo com as quatro suspensões tortas e o assoalho aerodinâmico do carro avariado, ele veio fazendo voltas competitivas e recebeu a bandeirada em oitavo. “Hoje, literalmente procurei voar baixo. Amanhã, quero voar ainda mais, mas bem rasteirinho pra brigar lá na frente”, divertiu-se Ferreira, que na décima etapa vai largar da 11ª posição.

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