Fórmula 1 estuda mudar o formato do treino classificatório

A Fórmula 1 está considerando mudar os treinos classificatórios, adicionando mais uma etapa ao modelo atual. Nesse novo formato, que ainda está sendo discutido, quatro carros seriam eliminados no Q1, depois mais quatro no Q2, fechando os últimos quatro no Q3. O Q4 seria formado entre os oito melhores, que disputariam a pole position. Max Verstappen, porém, é um dos pilotos que é contra essa novidade.

“Eu manteria como está, senão você está correndo demais. (Deve haver) mais e mais treinos livres, e a classificação deve ser mais curta, em que você não tem muitas oportunidades de fazer uma volta. Caso contrário, para que serve a classificação? É apenas mais uma sessão de treinos, onde todos podem entrar em um ritmo. O que eu sempre entendi sobre a classificação é que você tem que sair, dar algumas tacadas, e é isso. Se você começar a fazer mais e mais e mais, todo mundo em um ponto começa a acertar uma boa volta“, disse o holandês.

Um problema que surgiu com o formato atual é que corridas onde a degradação do pneu é maior prejudicam, ao invés de recompensar os melhores atrás de Mercedes, Ferrari e RBR. Estar no Top 10 do Q3 significa que o piloto terá que começar com o pneu usado no Q2, que normalmente é o composto mais macio. Isso representa uma desvantagem estratégica, porque os rivais que largam de 11º para trás tem uma escolha livre de pneus. Para Carlos Sainz Jr, qualquer mudança que seja feita pela FIA deve ter a questão dos pneus em mente.

“Se eles pensam em fazer um novo formato classificação, eles precisam pensar sobre os pneus. Tudo vai junto. Você não pode fazer uma nova classificação sem realmente pensar sobre o que você faz com os pneus”, comentou o espanhol, em entrevista ao site “Autosport”.

Para o piloto da Renault #55, o treino classificatório ganharia mais emoção se os pilotos tivessem menos oportunidades para acertar uma boa volta.

“Não dê aos pilotos uma segunda chance, (faça-os) ter que fazer isso uma vez por sessão. Eu acho que a pressão seria maior. Se você tiver apenas uma chance, você coloca muitas fichas, muita concentração, nessa volta, porque você não pode errar”, finalizou.

Fonte: Globo Esporte

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