GP2 Series: Com super largada, Lucas ainda enfrenta problemas

Brasileiro ganhou oito posições nos metros iniciais, mas pneus deterioram rápido novamente.

Melhorou, mas está longe do ideal. Esse foi o diagnóstico do desempenho do carro do brasileiro Lucas Di Grassi (Eurobike/Schioppa) na prova que fechou a rodada dupla que o Campeonato Mundial de Fórmula GP2, neste domingo (10), na Espanha. Depois de um dramático problema de desgaste prematuro de pneus na corrida principal, realizada no sábado, quando Lucas largou em segundo e em algumas voltas tinha nas mãos um carro sem a mínima condição de competitividade, a equipe Racing Engineering trabalhou durante a noite para encontrar uma solução que ajudasse o brasileiro a realizar uma prova de recuperação – Lucas largou neste domingo em 18º depois de ter seu carro jogado para fora na prova do sábado em uma manobra equivocada do português Alvaro Parente. Na largada, Di Grassi colocou em prática algo que já é sua marca registrada na categoria: uma super arrancada, que o viu ganhar oito posições – a melhor largada do dia em Barcelona. A prova foi vencida pelo italiano Edoardo Mortara, da equipe Arden International.

“Tive a oportunidade de largar bem, e no início o carro até que estava rápido, mas depois de algumas voltas já não era o mesmo. Minha leitura é que, embora ainda não seja perfeito, nós encontramos um caminho para o acerto aqui em Barcelona”, explicou o piloto brasileiro apoiado pela rede de revendas Eurobike e a metalúrgica Schioppa. “Depois da largada eu encostei no (venezuelano Pastor) Maldonado, que esteve rápido o fim de semana todo. Andamos juntos praticamente desde o começo da prova, comigo atacando, e acho que nossa briga nos atrapalhou bastante, por que foi longa e permitiu que o pessoal que vinha atrás encostasse. O lado ruim é que por causa da nossa disputa nós dois não progredimos na prova; o lado bom é que por um bom período meu carro andou no ritmo do carro dele, respondendo bem em retomadas e em contorno de curva – então, é um sinal positivo para a equipe”, explicou Di Grassi, que terminou a corrida em décimo.

Sem pontuar nas duas provas do fim de semana e com 18 pontos de desvantagem para o atual líder, o francês Romain Gorsjean, Lucas diz que o melhor é esquecer os problemas de Barcelona. “É melhor deixar para trás. Agora é hora de entender o que aconteceu e tentar virar o jogo”, diz ele. “Este é um campeonato muito longo. Temos dez eventos, mas vamos disputar um total de 20 provas – uma quantidade bem grande – e muita coisa ainda vai acontecer neste ano. Então, todos nós vamos ter nosso fim de semana ruim, como sempre acontece na GP2, que é muito disputada. E espero que o meu tenha sido este! Cada pista do calendário é uma história diferente: a próxima, Mônaco, requer um acerto que nada tem a ver com o que tivemos aqui. Espero que nos adaptemos melhor lá”, diz o piloto do time espanhol Racing Engineering, referindo-se à roda dupla dos dias 23 e 24 de maio.

O Brasil contou com mais três representantes em Barcelona, e não conseguiu pontuar com nenhum no fim de semana. Neste domingo, Diego Nunes (equipe iSport International) foi o melhor colocado, na oitava posição, enquanto Alberto Valério (Piquet Sports) ficou em 13º e Luiz Razia (FMSI), chegou em 12º.

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