GP2 Series: determinado a brigar pelo título, Lucas sai em 4º na Bélgica

Di Grassi foi atrapalhado em sua melhor volta, mas acredita que pode disputar a vitória neste sábado.

 


No que talvez seja o fim de semana mais importante do ano, o brasileiro Lucas Di Grassi larga da quarta posição em sua tentativa de sair da Bélgica, local da penúltima rodada dupla do Campeonato Mundial de Fórmula GP2, em condições de definir o título da categoria no último encontro do torneio – na Espanha, daqui duas semanas. Vice-líder com 11 pontos a menos que o alemão Timo Glock, Lucas entrará na pista neste sábado decidido a brigar pela vitória da 18ª etapa, a primeira prova da rodada dupla belga. “Vencer a corrida do sábado seria o ideal, mas falar assim com tanta facilidade em vitória nesta categoria pode até parecer presunção, pois a GP2 este ano está muito competitiva. Qualquer um dos dez ou quinze primeiros no grid tem chances e condições técnicas de vencer esta corrida”, avaliou Di Grassi. “No meu caso, não tem muito jeito. Preciso ter um resultado muito bom aqui”.


A marca do brasileiro no grid poderia ter sido melhor, caso seu carro não tivesse sido tocado, em sua melhor volta, pelo britânico Mike Conway. “Ele bateu na traseira do meu carro. Sei lá o que ele estava pensando. Mas me atrapalhou bastante”. Lucas chegou a liderar o treino que definiu o grid, mas perdeu a ponta depois que a equipe resolveu experimentar um acerto diferente. “Tivemos que voltar ao acerto que estávamos usando antes, pois eu já havia caído para nono. O grid todo estava melhorando e a gente, não”.


O pole position da prova é Nicolas Lapierre, da igualmente francesa equipe DAMS. Em segundo larga o italiano Luca Filippi, da SuperNova. O alemão Timo Glock sai em sexto, exatamente uma posição atrás de Lucas no posicionamento do grid. O terceiro colocado é Bruno Senna, brasileiro da equipe Arden. Xandinho Negão, da Minardi-Piquet, larga em 11º.


Di Grassi esteve reunido com sua equipe, a ART Grand Prix, na parte da tarde desta sexta-feira. Os engenheiros e o piloto brasileiro analisaram especialmente os dados de desempenho do carro no setor 1 – um dos três em que a cronometragem divide o traçado belga. “É ali que eu perco três décimos de segundo”, explica Lucas. “Nos demais trechos minha velocidade é boa. Se conseguir melhorar o carro para o setor 1, acho que estarei em uma ótima condição para a prova. Mas não é fácil, pois se você altera muito alguma característica do GP2, corre o risco de piorar seu desempenho em algum outro lugar. É preciso encontrar o ponto certo, um compromisso ideal para essa alteração”.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *