GP2 Series: equipe quer manter Guerin até o fim do ano

Dirigente da Ocean Racing Technology está no Brasil tentando estender vínculo com o piloto

Com a missão de ampliar o vínculo com o paulista Victor Guerin, inicialmente em vigor até o GP de Mônaco no próximo fim de semana, o chefe da Ocean Racing Technolology chegou nesta sexta-feira a São Paulo. O português José Guedes ficou tão impressionado com a exibição do brasileiro no GP da Espanha, quando se tornou o primeiro estreante em oito anos de existência a estabelecer a volta mais rápida de uma corrida, que veio pessoalmente conduzir as negociações para manter o piloto de 19 anos pelo restante da temporada.

Guedes é sócio de Tiago Monteiro, piloto do WTCC – Mundial de Carros de Turismo e com passagem pela Fórmula 1 pela Jordan e Spyker. Ele acertou a participação de Guerin em Barcelona por indicação do italiano Gabriele Tarquini, astro do WTCC e consultor-técnico de Guerin na Auto GP, categoria na qual o brasileiro vem correndo regularmente. “Quando abriu uma vaga na equipe, Tarquini nos avisou que havia um piloto de grande potencial na Auto GP. Mas ele acabou superando todas as nossas expectativas”, admitiu.

O dirigente português disse ainda que não se lembra de nenhum outro piloto que tenha chegado à Fórmula GP2, a principal divisão de acesso à Fórmula1, sem ter feito sequer uma única sessão de testes. “Ele entrou direto nos treinos livres de apenas 30 minutos, com pouco tempo, portanto, para conhecer o carro. Ao todo, completou em todo o final de semana em Barcelona cerca de 75 voltas, o que é ainda muito pouco. É notável o fato de ele ter feito a melhor volta num momento em que o carro estava 40 quilos mais pesado, ainda no início da prova e em condições de absoluta igualdade em condições de pneus”, elogiou. “Além disso, Victor nos deu informações muito precisas sobre o comportamento do carro e se entrosou rapidamente com a equipe.”

Guerin encontrou dificuldades com a largada das duas provas. Na primeira, deixou o motor apagar; na segunda, o carro moveu-se levemente, mas o suficiente para o sistema eletrônico constar a “queima”. Na avaliação de Guedes, tudo absolutamente normal, dada a inexperiência do piloto com a categoria. “Sem querer colocar qualquer pressão sobre ele, tenho certeza que ele se sairá bem melhor em Mônaco. A pista nem é tão difícil, mas é daquelas onde o menor erro cobra um preço alto pela proximidade dos guard-rails. De qualquer forma, Victor mostrou na Espanha uma maturidade surpreendente para alguém tão jovem.”

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