GP2 Series: Tráfego é a preocupação de Bruno Senna em Mônaco

Diferente, programação da terceira rodada dupla será aberta nesta quinta-feira.

Antes mesmo de entrar na pista para os primeiros treinos livres, Bruno Senna já começou a sentir na pele o complicado problema do tráfego no circuito urbano de Montecarlo. A chegada nesta quarta-feira ao principado foi truncada pelo excesso de carros nas estreitas ruas que conduzem ao centro da cidade. “É uma amostra do que pode acontecer amanhã. Aqui, o que importa não é virar rápido, mas fazer uma volta limpa”, afirmou o piloto da iSport, que divide a sexta colocação na classificação do campeonato com 11 pontos.

Desde que foi criada em 2005, esta será a primeira vez que a categoria promoverá uma rodada dupla – serão a quinta e sexta etapas. Até o ano passado, apenas uma prova era realizada. Para amanhã estão previstos os treinos livres (das 7 às 7h30 pelo horário de Brasília) e a tomada classificatória (das 12h30 às 13 h) que definirá o grid da corrida de sexta-feira, que será cumprida na distância de 45 voltas e começará às 6h15. A corrida curta, no sábado, terá 25 voltas e início marcado para as 11 horas, depois do qualifying da Fórmula 1.

Bruno Senna já deixou para trás os incidentes da Turquia, de onde saiu sem pontuar por causa de um toque recebido na largada da prova de abertura e o atropelamento de um vira-lata na segunda, quando ocupava a sexta colocação. Com a página virada, espera por melhor sorte em Mônaco. “Corri aqui no ano passado, larguei em 9º e terminei em 11º. E a equipe também já tem uma base de acerto, embora o carro deste ano seja novo. De qualquer forma, vamos ter de esperar pelos treinos livres antes de mais nada. Além disso, falam na previsão de chuva para o final de semana”.

O traçado urbano da Costa Azul não é unanimidade entre os pilotos, mas Bruno Senna diz que é um dos seus favoritos entre os de rua. Mas alerta para as mudanças nas condições do asfalto, provocadas pelas peculiaridades do evento – o tráfego de veículos é reaberto ao público no final de cada dia. “Da noite para o dia, pode acontecer de passar um caminhão e deixar óleo, na hipótese mais séria. Mesmo que não ocorra algo tão grave, a sujeira deixada pelos carros piora a aderência do asfalto”, explicou.

Bruno Senna disse ainda que o qualifying, normalmente já com influência determinante no resultado das corridas, é uma variável ainda mais importante em Mônaco. “Esta é a pista mais curta, estreita e difícil da temporada. Ainda bem que mexeram na posição e no tamanho dos retrovisores neste ano. Será mais fácil ver e ser visto neste ano do que na corrida passada, o que reduz as chances de problemas entre os pilotos”.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *