GT3 Brasil: “GT3 mudou nossas vidas”, afirmam Ricci e Casagrande

Em negociação para disputar a temporada européia da categoria dos supercarros, pilotos receberam a imprensa gaúcha nesta quinta-feira, em Porto Alegre, e previram que outros competidores do País devem encontrar o caminho do automobilismo internacional através da GT3 Brasileira.

O gaúcho Cláudio Ricci e o paulista Fábio Casagrande admitiram nesta quinta-feira (9), em Porto Alegre, viver uma grande fase de suas carreiras no automobilismo. Em encontro com a imprensa local, realizado um dia antes do início dos treinos livres para a sexta etapa do Telefônica Speedy GT3 Brasil, em Santa Cruz do Sul (RS), os dois pilotos deram entrevistas. Eles confirmaram que negociam a participação da dupla na disputa do Campeonato Europeu de 2009. “Devemos competir com o Ferrari F430 V8, com o qual estou completamente ambientado”, disse o piloto gaúcho. “Há pouco tempo eu jamais poderia imaginar que em 2008 estaria competindo na Europa e pilotando um supercarro como o F430. A vinda da GT3 para o Brasil realmente mudou minha vida, e ainda vai proporcionar a mesma revolução para outros brasileiros no futuro. Esse intercâmbio é o objetivo da categoria”, completou Ricci.

A entrevista dos dois pilotos antecedeu a sexta rodada dupla da categoria, marcada para o próximo domingo (12) no Autódromo de Santa Cruz do Sul, cidade localizada a 150 quilômetros da capital do Estado, Porto Alegre. Ricci competirá ao lado do parceiro Rafael Derani, jovem revelação da GT3 em 2007. Mas Casagrande não correrá: “Vendi meu Viper V10 e agora estou focado no projeto 2009: disputar o título europeu ao lado do Cláudio e também competir no Brasil”, revelou o piloto, nascido na cidade paulista de Americana.

Oriundo de Passo Fundo, o gaúcho Cláudio Ricci surpreendeu aos europeus recentemente ao cravar a pole position já em sua primeira apresentação no Campeonato Europeu, na pista checa de Brno – em 2008, ele disputa apenas algumas provas, preparando-se para a temporada completa do ano que vem. Em outra prova, chegou a liderar a corrida com uma largada sensacional. Esse desempenho está chamando a atenção dos europeus para a versão brasileira da GT3 – que também conta com campeonatos na França, Itália, Inglaterra, Bélgica e Alemanha.

“Não tive nenhuma dificuldade para me adaptar ao Campeonato Europeu, porque o carro que usei lá é exatamente igual à Ferrari com a qual corro aqui no Brasil”, declarou. “Conversei com alguns pilotos de lá, e muitos demonstraram interesse em competir no Brasil. Isso porque o Campeonato Europeu tem apenas seis etapas, e há muitos períodos sem corridas no calendário. Esse intercâmbio é ótimo e só é possível graças ao regulamento técnico da nossa GT3, que é idêntico ao do Campeonato Europeu”, completou.

O paulista Fabio Casagrande relembrou a ‘facilidade’ com que foi convencido pelo amigo a estrear na categoria, ainda no ano passado. “Não foi muito difícil para o Ricci me convencer a comprar um carro para correr no ano passado”, relembrou Casagrande. “Em dez dias meu Viper já estava pronto para competir, e mesmo tendo muito tempo de automobilismo, confesso que fiquei meio ‘bobo’ com o que estava vendo. Sem dúvida, a GT3 mudou minha carreira”, declarou Casagrande, que chegou, inclusive, a competir na Fórmula 3 Sul-Americana.

Os dois pilotos treinaram juntos em Santa Cruz do Sul na última quarta-feira, com o objetivo de iniciar o trabalho de desenvolvimento da Ferrari F430 V8 para este fim de semana e, também, de acelerar a adaptação de Fabio ao modelo italiano. “Eu nunca havia pilotado um carro com câmbio não convencional, e achei mais fácil do que eu imaginava. Dormi sonhando com ele e acho que vou comprar um videogame para treinar”, brincou Casagrande, referindo-se ao sistema de troca de marcha da Ferrari, composto por duas borboletas posicionadas atrás do volante.

Corrida boa para o Lamborghini – Na opinião de Cláudio Ricci, o público que comparecer ao autódromo de Santa Cruz do Sul neste domingo deve ver uma boa apresentação do Lamborghini Gallardo V10, modelo italiano que venceu duas das dez corridas disputadas este ano pelo Telefônica Speedy GT3 Brasil. Segundo ele, os treinos da última quarta-feira no circuito – que estréia no calendário da categoria neste fim de semana –, demonstraram que as provas deste fim de semana devem ser favoráveis não só ao potente motor V10 do ‘Lambo’, mas também a seu eficiente conjunto mecânico.

“Essa é uma pista muito técnica, e acredito que ela proporcionará muita competitividade. O trabalho dos pilotos será fundamental e a conquista de um bom resultado vai depender, principalmente, da regularidade. Por ser muito seletivo, esse traçado facilita os erros de pilotagem, e quem conseguir ser mais constante vai levar a melhor”, encerrou o gaúcho.

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