GT3 Brasil: “O Brasil está em alta”, diz Ratel, ao anunciar a vinda do Mundial de GT1

Presidente da organizadora das corridas de Gran Turismo para a FIA e sócio de Antonio Hermann e Walter Derani na SRO Latin America, Stephane Ratel trará o Mundial para encerrar a temporada 2010 no Brasil.

Cada vez mais em voga no automobilismo mundial, os campeonatos das categorias de Gran Turismo vêm atraindo grande interesse de pilotos e da mídia. Organizado desde 1997 na Europa, o Campeonato FIA GT apresenta grandes alterações para o ano de 2010, e uma delas será a etapa de encerramento da temporada no Brasil, no Autódromo de Interlagos, em São Paulo. A ser disputado em quatro continentes, o torneio ganha no ano que vem o status de campeonato mundial contando com 24 carros, quatro por marca representada no grid.

O anúncio foi feito na tarde deste sábado (28), justamente em Interlagos, onde está sendo disputada a última rodada dupla do Itaipava GT Brasil. Durante entrevista coletiva, Stephane Ratel, fundador da SRO, empresa organizadora dos campeonatos do tipo GT para a Federação Internacional do Automóvel (FIA) e que tem seu braço brasileiro na SRO Latin America em sociedade com Antonio Hermann e Walter Derani, falou dos planos para a próxima temporada.

“Estou orgulhoso em anunciar que finalizamos o acordo para trazer o Campeonato Mundial FIA de GT1 para o Brasil. E a razão de termos escolhido o Brasil é muito simples: o país está na moda, está em alta, vai organizar a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016, e temos pilotos brasileiros na categoria GT1. São todos os ingredientes necessários para fazer um grande sucesso por aqui, e também no mundo”, anunciou Ratel.

A categoria fará o encerramento da temporada 2010 – e possivelmente a decisão do campeonato – no dia 28 de novembro no Autódromo de Interlagos. O Campeonato FIA GT reunia as categorias GT1 e GT2. Para 2010, o GT1 ganhará status de campeonato mundial, passando por quatro continentes e visitando 12 países. “Será um campeonato novo, mas não completamente, já que será uma continuação do FIA GT que existe há 13 anos. Haverá grandes mudanças para o bem do espetáculo. E para o piloto, conquistar o título de campeão mundial faz uma grande diferença. É um aumento de status da competição, mas este status já existia na prática, pois sempre tivemos pilotos de diversos países. Agora, essa chancela reafirma a forma de nossa competição, que virá ao Brasil, onde temos raízes já fortes com a SRO Latin America e os nossos campeonatos de GT3 e GT4, este último a ser lançado em 2010”, explicou. De seu lado, a GT2 passará a ser um campeonato exclusivamente europeu.

Segundo Ratel, o formato das corridas também sofrerá mudanças. “Iremos adotar o sistema de duas provas por final de semana: a primeira será classificatória, e a segunda valerá pontos para o campeonato. Serão seis marcas (Aston Martin, Corvette, Ford, Lamborghini, Maserati e Nissan) e dois carros por equipe, sendo que cada fabricante terá duas equipes. Serão 24 carros de mesma performance, mas já estamos conversando com outras marcas visando aumentar este número de fábricas envolvidas para dez até 2012”, disse.

“Queremos impressionar tanto pelo produto como pela apresentação. Viemos para ficar por vários anos”, afirmou Ratel, cuja empresa é uma das promotoras de maior amplitude e destaque no cenário automobilístico mundial, organizando diversos torneios em vários países e continentes. Na “família” dos campeonatos de Gran Turismo organizados pela SRO, destacam-se os campeonatos de GT1, GT2, GT3 e GT4 – todos com a chancela da FIA, órgão regulador do esporte. “A SRO organizou as primeiras corridas da história na China e em Dubai, e sei como é difícil fazer automobilismo em países que não têm cultura ou tradição no esporte. Há dois anos tivemos uma etapa do FIA GT na Argentina e resolvemos trazer para o Brasil em 2010, só que agora já como Campeonato Mundial. São dois países com muita tradição no automobilismo, e sem dúvida essa força local vai contar muito. Pretendemos também ter no campeonato pilotos e equipes dos países por onde passamos, e isso será um reforço na atratividade do campeonato”, apontou.

Antonio Hermann, sócio da SRO Latin America, destacou o que de um sonho tornou-se realidade. “Trazer o Mundial de GT1 para o Brasil e termos aqui, muito provavelmente, a decisão do campeonato é o fruto de muita perseverança e trabalho. Mostramos do que somos capazes com nossos pilotos, equipes e os eventos que o país sedia, como o GP do Brasil de Fórmula 1, que por vários anos é eleito como o melhor Grande Prêmio da temporada”, afirmou. Já Walter Derani destacou o crescimento do Itaipava GT Brasil como evento: “Este ano falaram muito em crise e é lógico que formos afetados, como todo mundo no esporte. Mas é evidente, para quem vem ao autódromo, o crescimento do nosso evento. Temos muitas atrações, de corridas de supercarros a provas de supermotos, e isso está sendo descoberto aos poucos pelos fãs das corridas. Em 2010 vamos continuar neste ritmo de crescimento, pois temos tido muitos sinais de empreendedores interessados em participar”, detalhou Walter Derani.

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