GT3 Brasil: Ratel diz que planeja trazer equipes européias de GT3 para o Brasil

Francês que deu origem ao GT3 e é sócio da SRO Latin America ficou feliz com a organização e com o entusiasmo dos brasileiros com seus supercarros.

O francês Stephane Ratel está no Brasil acompanhando a rodada dupla de estréia da GT3, que acontece neste domingo em Tarumã (RS). Organizador de outros cinco torneios do tipo (os Campeonatos Europeu, Alemão, Francês, Belga e Britânico) Ratel é sócio da SRO Latin America ao lado dos empresários e pilotos brasileiros Walter Derani e Antonio Hermann. Segundo o francês, o Brasil é um país estratégico para seus planos de expansão da GT3 pelo mundo, um torneio que se tornou o maior sucesso do automobilismo mundial dos últimos anos. O empresário revelou que trabalha para trazer equipes e carros da Europa para disputar a última rodada dupla da GT3 no Brasil, marcada para o dia 01 de dezembro, em Interlagos. Ratel concedeu a seguinte entrevista:

Como você vê o entusiasmo dos pilotos e equipes brasileiros com a GT3?

Ratel: Já temos 14 carros no Brasil e sei que há uma grande demanda por novos equipamentos. Sei que a organização brasileira está confiante em ter mais de 20 carros no grid já no início do ano que vem. Considero esse um objetivo totalmente factível. Ele mostra também que os organizadores estão agindo com seriedade e realismo em termos de progresso da categoria.

E para 2007, há novidades em termos de novos competidores?

Sei que muita gente está interessada na GT3, e as informações que tenho é de que são pilotos sérios e profissionais. Então, o futuro próximo também parece interessante. Mas eu mesmo estou empenhado em trazer para a última rodada dupla, em dezembro, algumas equipes européias. Infelizmente, nosso último evento foi adiado em uma semana e isso pode atrapalhar. Mas vamos tentar. A idéia é colocar no grid mais uns cinco a seis carros. Seria muito bom ver uma briga internacional entre pilotos e equipes com o mesmo equipamento, não acha?

Seus eventos na Europa são enormes. Como você vê a estréia da GT3 no Brasil em termos de organização?


A organização brasileira é muito boa. Todos com quem falei ou vi trabalhar sabem o que estão fazendo. Sob o ponto de vista técnico, os brasileiros compreenderam que devem aplicar com seriedade o regulamento. Infelizmente o Maserati não pôde correr neste fim de semana, mas isso mostra que os fiscais estão aplicando o regulamento, pois o carro tinha algumas modificações.

Todos elogiam o regulamento criado pela SRO na Europa para a GT3…

Aplicar nosso regulamento é a chave do sucesso desse campeonato. Possuímos um volume de informações enorme e fazemos muito trabalho junto da FIA para equilibrar o desempenho dos carros – e isso não é conseguido com facilidade, é preciso muito trabalho. Todos os carros são testados por nossos pilotos em quatro circuitos diferentes e em diferentes condições de rodagem. Temos todos os dados e referências de todas as corridas da Europa, de forma que sabemos que os carros estão muito bem equalizados. O bom resultado de tudo isso é que os carros são idênticos em desempenho e a diferença na pista fica por conta dos pilotos e das equipes. Uma prova disso é que na Alemanha os Lamborghini são os mais fortes, na França os Ferrari estão dominando, na Inglaterra os Aston Martin têm prevalecido e, na Bélgica, os Corvette vêm se destacando. Então, isso mostra que os modelos estão bem equalizados e o que determina a diferença é a mão de obra.

Tarumã é uma pista antiga e longe da sofisticação dos autódromos europeus. Mas você passeou por todos os lugares e parecia mesmo um turista comum…

Eu gosto de corridas. E Tarumã é um circuito muito autêntico. Essa pista tem o charme dos velhos tempos do automobilismo. É ótimo competir aqui. Claro que a pista está um pouco cansada, precisa de alguns reparos, e a infraestrutura tem um nível mínimo de operacionalidade. Mas o autódromo atende perfeitamente ao que esperamos. E eu acho que Tarumã se encaixa na GT3 muito bem. Tomara que possamos voltar aqui.

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