GT3 Brasil: Stumpf enfrenta adversários mais velhos desde o kart

Piloto mais jovem da categoria começou a competir aos sete anos, após vencer uma bateria de kart indoor em que era, de longe, o mais novo na pista. Na GT3, ele garante que enfrentar alguns dos monstros sagrados do esporte tem lhe ensinado uma importante lição: manter um bom ritmo em corrida.

Mais jovem entre os pilotos que disputam o Telefônica Speedy GT3 Brasil, o gaúcho Matheus Stumpf, de 18 anos de idade, começou ainda criança a disputar curvas com pilotos bem mais velhos. Aos sete anos, ele já disputava baterias de kart indoor com um grupo de amigos de seu pai, e aprendeu desde cedo a não se intimidar com a presença de outras gerações dentro da pista.

Talvez por isso, ele encare com naturalidade o fato de enfrentar em sua primeira temporada em uma categoria profissional alguns nomes que estão entre as maiores lendas do esporte a motor nacional. Prestes a completar 19 anos – faz aniversário no próximo dia 10 de agosto –, Matheus pilota um Dodge Viper Coupé V10 em parceria com Abramo Mazzochi , e faz parte do grupo dos “botas” da categoria. Atualmente, Matheus ocupa a sétima colocação na pontuação (veja a tabela completa clicando na aba Classificação Geral no menu lateral do site.

Sempre que vai à pista, Matheus larga nas baterias destinadas aos pilotos mais rápidos já que, embora seja mais novo que o companheiro de equipe, é o mais veloz da dupla. “Não consigo explicar muito bem o que sinto por competir contra Emerson e Wilsinho Fittipaldi, Xandy Negrão, Ingo Hoffmann e tantos outros bons pilotos”, disse Stumpf. “Nunca imaginei que isso pudesse acontecer tão cedo, e procuro não pensar muito no histórico de meus adversários. Encaro como se todos fossem estreantes como eu, e vejo cada corrida como um novo desafio que tenho de superar”, declarou o piloto.

Enfrentar adversários mais velhos e mais experientes, aliás, foi o que garantiu o início da carreira de Matheus Stumpf no kart. Em sua quinta corrida com o grupo de amigos de seu pai, foi dado a ele um desafio. “Meu pai me disse antes de uma corrida que, se eu ganhasse aquela bateria, ele me daria um kart para começar a correr em campeonatos para valer. E eu ganhei. Até hoje não sei se o pessoal facilitou o resultado. Tive medo de perguntar. O que importa é que estreei na categoria Cadete e corri até 2005”, lembrou.

Do kart, Matheus Stumpf passou para a Fórmula Ford gaúcha, que no Estado recebe o nome de F-1600. Bicampeão regional em 2006 e 2007, ele aceitou o convite de Abramo Mazzochi para encarar o Dodge Viper Coupé. “Passei de um carro de 140 cv para outro de 600 cv. Foi um salto muito grande, mas logo me acostumei. O Viper talvez seja o carro mais ‘mecânico’ da categoria, mas mesmo assim tem muito mais eletrônica embarcada do que o Formula que eu pilotava”, relembrou.

Do contato com alguns dos monstros sagrados do automobilismo brasileiro, Matheus Stumpf já aprendeu uma valiosa lição: o importante é ter um ritmo de corrida forte. “O que mais me impressiona no pessoal mais experiente é a constância”, admitiu o jovem piloto. “Meu ritmo de corrida no início é até mais forte que o deles, mas depois meu rendimento muda. O pessoal mais velho busca o limite o tempo todo. Em todas as voltas eles passam praticamente no ponto do traçado”, reconheceu.

O jovem gaúcho acha prematuro falar em vitória, embora o Viper tenha evoluído bastante em relação ao atual destaque da temporada, o Ford GT V8. O novo câmbio com acionamento por borboletas localizadas atrás do volante ajudou, e a expectativa pela chegada de um novo diferencial para o modelo norte-americano continua grande. “Com a nova relação de marchas chegamos a ser mais rápidos que os Ford GT em trechos de reta. Mas nosso carro ainda perde tração em curvas de baixa, e é isso que deve melhorar com a chegada do novo diferencial”, comentou Matheus Stumpf.

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