História: Equipes americanas na F-1 – Parte 1

A partir de hoje, o SpeedRacing.com.br levará a seus internautas a primeira parte de histórias sobre times americanos na F-1.


Equipe Eagle

O piloto americano Dan Gurney fundou a All American Races em 1964. Baseado em Santa Ana, Califórnia. Começou disputando corridas de esporte protótipos ao mesmo tempo em que disputava a F-1 pela equipe Brabham. Ele deixou a Brabham no final da temporada de 1965. Devido a sua amizade com o também piloto americano Carroll Shelby, criador do Cobra, foi apresentado a cúpula da Goodyear. A fábrica americana queria vencer a Firestone em Indianápolis.

Decidido a entrar nas competições de monopostos, como construtor, Gurney fez um acordo. Contratou o designer Len Terry para produzir um carro que poderia ser utilizado tanto na Indy quanto na F-1. No inicio de 1966 os dois modelos estavam prontos o Eagle T2G, para as corridas americanas e o Eagle T1G para o campeonato de F-1.

Baseado em Rye, Inglaterra, Gurney contratou a Weslake para produzir um motor V12 para a F-1. Enquanto os motores não ficavam prontos á equipe estreou na F-1 usando o motor Clímax, no GP da Bélgica. Sendo 5º lugar na corrida seguinte, GP da França. Os motores Weslake só foram aparecer no GP da Itália, com Gurney conseguindo outro 5º lugar no GP do México. Phill Hill tentou classificar um segundo carro no GP da Itália, sem sucesso. Bob Bondurant disputou os GP dos EUA e México pela equipe, enquanto ajudava no desenvolvimento do motor. O canadense Al Pease, com um Eagle particular, disputou o GP do Canadá. No mundial de construtores os 4 pontos deram a equipe o 6º lugar.

Dan Gurney contratou o compatriota Richie Ginther para 1967. Mas Ginther deixou a equipe logo após não se classificar para a largada do GP de Mônaco. No GP da Bélgica veio a inesperada vitória de Gurney, que depois de largar em 2º assumiu a ponta na 21º das 28 voltas Gurney invariavelmente largava nas primeiras posições, mas a falta de confiabilidade do chassi produziu uma serie de abandonos. O 3º lugar no GP da Canadá foi o ultimo bom resultado da equipe. Bruce McLarem disputou 3 GPs pela equipe, França, Inglaterra e Alemanha no ano, abandonando todos. Ludovico Scarfiotti guiou um Eagle no GP da Itália. Pease novamente inscreveu seu Eagle particular no GP do Canadá. Foram 13 pontos e o 7º lugar nos construtores.

Os problemas de confiabilidade do chassi continuaram em 1968. Gurney não marcou nenhum ponto decidindo aposentar o Eagle. O GP da Itália foi o ultimo GP disputado com o chassi Eagle, por Gurney. Nas três etapas finais do campeonato ele usou um McLaren M7A, sendo 4º lugar nos EUA. No final do ano Gurney decidiu se concentrar apenas nas corridas americanas. A ultima vez em que um Eagle participou de uma corrida de F-1 foi, no GP do Canadá de 1969.

O canadense Al Pease, foi desclassificado depois de 22 voltas. Nas corridas americanas o chassi Eagle alcançou muito sucesso. Vencendo várias vezes as 500 Milhas de Indianápolis e o campeonato da Indy. Em 1986 Gurney se retirou da Indy. Retornando em 1996, num projeto conjunto com a Toyota. Mas os resultados não foram bons e em 2000 a equipe se retirou novamente das competições.

Na F-1 foram 25 GPs disputados, com uma vitória, duas melhores voltas e 17 pontos conquistados.




Equipe Parnelli

O ex-piloto Parnelli Jones, vencedor das 500 milhas de Indianápolis de 1963, fundou junto com Velco Meletich a Vel’s Parnelli Jones Racing em 1969.Baseados em Torrance, EUA, alcançaram logo um enorme sucesso. Vencendo os campeonatos americanos de 1970, com Al Unser e 1971 com Joe Leonard. Al Unser venceu também as 500 milhas de Indianápolis de 1970 e 1971. Em 1970 Jones venceu o campeonato da TransAm. As vitórias continuaram nos anos seguintes e em 1974 decidiram entrar na F-1. Deixando de construir carros para a F-Indy, passando a usar os Eagle nos EUA. Em 1974 passaram a competir, com sucesso, na F-5000.

O carro projetado por Maurice Philippe, foi batizado como Parnelli VPJ4, e equipado com um motor Cosworth. Ficou pronto para as duas ultimas provas de 1974, GP do Canadá e EUA. Mário Andretti conseguiu o 3º lugar no grid, do GP dos EUA. Mas acabou sendo desclassificado depois de apenas 4 voltas.

A decisão da Firestone, de abandonar a F-1, no inicio de 1975, foi um duro golpe para a equipe. A Parnelli contava com a fábrica de pneus como uma importante parceira. A equipe passou então, a usar os pneus Goodyear. Com Mário Andretti como único piloto a equipe marcou pontos em dois GPs, 4º lugar na Suécia e 5º na França. Mário Andretti fez também a melhor volta no acidentado GP da Espanha. Terminando o ano com 5 pontos e o 10º lugar entre os construtores. Em 1976 a equipe, com Mário Andretti, disputou apenas as três primeiras corridas da temporada. O GP do Brasil, GP da África do Sul, e o GP dos EUA-Oeste. Andretti foi 6º lugar na África do Sul, este ponto rendeu a equipe o 13º lugar entre os construtores. O americano transferiu-se para a equipe Lotus logo após o GP dos EUA-Oeste. Jones e Meletich decidiram voltar ás competições americanas, conquistando muitas vitórias na Indy e na F-5000. Em 1979 a equipe fechou.

Na F-1 foram 16 GPs disputados, com uma melhor volta e seis pontos conquistados.

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