Histórias: Equipe Alfa-Romeo

A Alfa-Romeo foi a primeira grande equipe da história da Fórmula 1, fundada em 1909. Nos dois primeiros anos do mundial de Fórmula 1 dominou completamente o campeonato, sendo campeã com o italiano Giuseppe Farina em 1950 e com o argentino Juan Manuel Fangio em 1951, com os modelos 158 e 159 respectivamente. O domínio nestes anos foi total, pois a Alfa-Romeo era a única equipe com um projeto relativamente novo, pois devido á 2º Guerra Mundial, as competições ficaram praticamente paralisadas e a maioria dos projetos datavam dos anos trinta. Contudo com o desenvolvimento da Ferrari e a falta de recursos para se fazer um novo projeto levaram a equipe a se retirar do campeonato no final de 1951, neste período a equipe venceu 10 GPs, fez 10 poles e 13 melhores voltas, em 13 GPs disputados.

Alfa-Romeo só iria voltar a se envolver com a Fórmula 1 no meio dos anos setenta, ao desenvolver um motor V12 para a equipe Brabham para a temporada de 1976, este motor se mostrou potente e com o austríaco Nick Lauda a Brabham venceu duas corridas usando o motor Alfa-Romeo, os GPs da Suécia e Itália em 1978.

Em 1979 a Alfa-Romeo decidiu voltar a categoria como uma equipe de Fórmula 1, o modelo 177 estreou no GP da Bélgica, sexta corrida da temporada, com o italiano Bruno Giacomelli, largando em 14º e abandonando depois de 21 voltas, marcando a volta da equipe depois de 27 temporadas ausente, o carro não conseguiu nenhum bom resultado. Vittorio Brambilla disputou dois GPs pela equipe neste ano.

Para 1980 Giacomelli foi mantido e o experiente francês Patrick Depailler foi contratado, e logo na primeira corrida do ano, GP da Argentina, Giacomelli marca os primeiros pontos da equipe, com um 5º lugar. O carro se mostra rápido, mas a morte de Depailler, num acidente em treino em Hockenheim abala a equipe, com Giacomelli o carro alcançou boas posições de largada, culminando com a conquista da pole-position no GP dos EUA-Leste, porém os inúmeros abandonos só possibilitaram quatro pontos no mundial. Vittorio Brambilla e o novato italiano Andrea de Cesaris dividiram o segundo carro durante o ano.

O ex-campeão mundial Mário Andretti foi contratado para 1981, para fazer dupla com Giacomelli, o carro continuou se mostrando rápido, porém sem confiabilidade, Mário Andretti consegue apenas um quarto lugar no GP dos EUA-Oeste, até que na última etapa do ano, GP dos EUA, Giacomelli termina em 3º conseguindo o primeiro pódio para a equipe nesta nova fase. Nos construtores a equipe soma 10 pontos, terminando em 9º no mundial.

Giacomelli continua para 1982, e Andrea de Cesaris é contratado, devido a sua ligação com a Marlboro italiana, principal patrocinadora da equipe. Como sempre o carro se mostra rápido mas pouco confiável, de Cesaris conquista a pole para o GP dos EUA-Oeste, mas no final do ano a equipe marca apenas sete pontos, cinco com de Cesaris (que é 3º em Mônaco) e dois com Giacomelli, nos construtores a equipe termina em 9º.

Em 1983 o carro continua rápido com os motores turbo V8, o italiano Mauro Baldi é contratado para o lugar de Giacomelli e Andrea de Cesaris consegue os melhores resultados para a Alfa-Romeo, dois 2º lugares, na Alemanha e África do Sul, além da melhor volta do GP da Bélgica. No final do ano a equipe termina em 6º entre os construtores com 18 pontos, de Cesaris é 8º entre os pilotos, com 15 pontos. Baldi marca apenas três pontos.

Para 1984 a equipe perde o patrocínio da Marlboro, sendo substituído pelo da Benetton (que se tornaria equipe em 1986 depois de comprar a Toleman), o italiano Riccardo Patrese é contratado junto com o americano Eddie Cheever, mas o melhor resultado é o 3º lugar de Patrese no GP da Itália, no fim do ano a equipe soma 11 pontos, oito de Patrese e três de Cheever e fica em oitavo entre os construtores.

O último ano da equipe, 1985, foi terrível, nenhum ponto marcado pelos pilotos, Patrese e Cheever, o único momento de destaque da equipe foi o acidente entre Patrese e Piquet, da Brabham, durante o GP de Mônaco. A Alfa-Romeo disputou sua última corrida na Austrália, ambos os pilotos abandonaram. Os motores da Alfa-Romeo continuaram a ser usados até 1988 pela equipe Osella.

Nesta segunda fase a Alfa-Romeo marcou 50 pontos, conquistou duas poles, com cinco pódios (dois segundos e três terceiros),e 1 melhor volta em 99 GPs.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *