IndyCar: De olho em vaga no grid das 500 Milhas, Bruno Junqueira volta aos treinos em Indianápolis e torce pelo fim da chuva

Olhar para o céu e ficar atento, na TV, à previsão meteorológica, verdadeira coqueluche nos EUA. Tanto quanto acompanhar os trabalhos na garagem da Dale Coyne Racing na Gasoline Alley de Indianápolis, esse foi o programa mais comum para o mineiro Bruno Junqueira (Brasil Telecomunicações/Telemont) nos últimos dias. A chuva limitou o tempo de treinos livres para as 500 Milhas, levou ao cancelamento do segundo dia de qualificação, que apontaria os ocupantes das posições 12 a 22 no grid da corrida do dia 25, e ainda atormenta os pensamentos de pilotos e engenheiros. Se São Pedro permitir, Bruno volta à pista hoje com o Dallara Honda de número 18, em busca do melhor acerto para a qualificação, transferida para sábado. Até agora, apenas 11 pilotos, das três principais equipes da Indy Racing League, já carimbaram o passaporte para uma das mais tradicionais provas do automobilismo mundial.

Enquanto esses pilotos – uma lista encabeçada pelo neozelandês Scott Dixon, da Ganassi, e que conta com os brasileiros Hélio Castroneves (Penske), Tony Kanaan (Andretti Green) e Vítor Meira (Panther) já podem trabalhar em condições de corrida, simulando as condições de tráfego, pneus gastos e tanque cheio, para Bruno o desafio é ganhar mais velocidade. Justamente por isso, a ordem é aproveitar cada minuto de pista aberta, buscando as pequenas mudanças que costumam fazer a diferença no circuito de 2,5 milhas, em que fatores como temperatura, umidade, velocidade e direção dos ventos podem ser decisivos. Por contar com três participações na prova, ele ainda terá a tarefa de acumular informações que possam beneficiar o companheiro de equipe, o novato Mário Moraes.


“Vai ser uma semana de muito trabalho. Mesmo com a mudança no calendário dos treinos e todo o restante do grid decidido no sábado, nosso objetivo continua o mesmo: largar entre os 22 primeiros. A torcida é para não chover e encontrarmos rapidamente o acerto ideal para a qualificação. Assim, também poderemos nos preocupar com a preparação para a corrida”, explica Bruno.


Pelas regras da prova, que ajudam a fazer das 500 Milhas um evento único, o último dia de tomada de tempos (domingo, se as condições meteorológicas permitirem) será o Bump Day, em que pilotos ainda sem vaga no grid podem tentar sua última cartada. Para tal, são obrigados a superar o carro com a pior média horária que, no jargão da prova, fica na “bubble” (bolha), sob risco de perder o lugar. Além dos inscritos originalmente, vários outros nomes vão brigar por uma das 22 posições restantes: é o caso dos americanos Phil Giebler (Playa del Racing), Buddy Lazier (Hemelgarn), vencedor em 1996, e Jeff Simmons (Foyt Racing).

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