IndyCar: Mário Romancini fala sobre “drama do Bump Day”

Brasileiro teve problemas de embreagem no Pole Day, e só garantiu vaga no grid nos instantes finais do segundo treino de classificação.

O brasileiro Mario Romancini falou pela primeira vez nesta terça-feira (25) sobre sua classificação para a 94ª edição das 500 Milhas de Indianápolis, prova que será disputada no próximo domingo no tradicional circuito norte-americano. Depois de nove dias de muito trabalho visando sua estréia na prova, Romancini finalmente respirou aliviado com a 27ª posição no grid, obtida no chamado Bump Day – quando foram decididas as nove últimas vagas para a corrida.

Com problemas na embreagem do carro da equipe Conquest Racing no primeiro dia de classificação, o Pole Day, Romancini passou a conviver com a possibilidade de ficar fora do grid de largada da corrida mais famosa do automobilismo mundial. Um drama parecido com o que viveu Tony Kanaan, campeão da Fórmula Indy em 2004, que também conseguiu se classificar apenas nos momentos finais do Bump Day.

“Estes dias de preparação e, especialmente, o Bump Day foram momentos de muita pressão. Sem dúvida, a maior que eu já vivi em minha carreira”, comentou Romancini. “Para aumentar o drama naquele final de treino no domingo, a pista piorou e ninguém estava conseguindo virar rápido para conseguir uma boa média de velocidade. Só nos últimos minutos é que consegui encaixar quatro voltas boas o suficiente para entrar no grid”, completou o brasileiro, que conseguiu uma média de 359,3 km/h em quatro voltas no circuito de Indianápolis.

Com a vaga garantida em um grid de largada histórico, Mário Romancini agora se concentra na preparação para a corrida. “Trabalhamos muito durante estes dez dias, mas como no início notamos que não tínhamos um carro tão rápido para a classificação, acabamos usando a maior parte dos treinos para os acertos do Pole Day. Agora ainda precisamos melhorar o carro para o ritmo de corrida, e só teremos um treino de duas horas na sexta-feira para isso”, apontou o brasileiro, que reconhece a realização de um sonho.

“Indianápolis é mesmo uma corrida especial, porque só o fato de ter garantido a classificação, diante de todas as dificuldades que tivemos, já é um motivo enorme para comemoração para mim, que cinco anos atrás ainda estava competindo no kart”, lembrou. “Temos uma estrutura bem mais enxuta, e em Indianápolis os detalhes fazem muita diferença. Não temos, ainda, um carro para brigar pelas primeiras posições, mas o importante foi garantir a classificação. Agora vamos trabalhar pensando na corrida”, encerrou Romancini. 

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