IndyCar: Para Meira, pista do Kentucky é “a de Chicago com ondulações”

Satisfeito com desempenho nos ovais, brasileiro da A.J. Foyt visa o grupo dos 10 primeiros na temporada da Indy

O nono lugar na corrida do último sábado (28) em Chicago fez Vitor Meira ganhar três posições na classificação do campeonato da Fórmula Indy. E, embora reconhecendo a dificuldade que terá para cumprir a meta, o brasileiro da A.J. Foyt Racing admite a manutenção da meta de fechar o ano como um dos 10 primeiros colocados. Meta que passa obrigatoriamente pela conquista de um bom resultado neste sábado (4), na 15ª etapa, as 300 Milhas do Kentucky.

“A diferença de pontos torna muito difícil o nosso objetivo de ficar entre os 10 primeiros no campeonato. É muito provável que a gente fique entre os 12, mas vamos seguir trabalhando para ficar entre os 10”, diz o piloto, avaliando a situação do campeonato. “À nossa frente estão três carros da Penske, dois da Ganassi e quatro da Andretti, que são as principais equipes. Considerando que nossa equipe está longe da lista das grandes, não estamos mal. Pelo contrário”, considera.

Meira esteve entre os 10 primeiros nas quatro últimas corridas da Indy em ovais curtos. Foi décimo colocado no Texas e em Kansas, sétimo em Iowa e nono em Chicago, depois de largar em 24º. O piloto aponta notáveis semelhanças entre as pistas de Chicago e do Kentucky. “Na verdade, o Kentucky não é nada mais que Chicago com ondulações. Esse vai ser o segredo da corrida, lidar com todos esses bumps da pista no trabalho com o acerto do carro”, comenta.

Satisfeito com as configurações do carro número 14 da A.J. Foyt Racing para os circuitos ovais, o piloto de Brasília diz que o foco inicial no Kentucky será um melhor desempenho no treino classificatório. “No oval, largar mais atrás ou mais à frente não chega a ter tanta importância no resultado final, mas serve para dar um pouco mais de estímulo à equipe. Mas, largando atrás, você fica à mercê de qualquer incidente que aconteça na largada”, ele observa.

O piso ondulado leva o piloto da A.J. Foyt a apostar em uma disputa um pouco menos equilibrada. “Vai andar todo mundo junto, de novo, mas o fim vai ser menos apertado”, aposta. Em Chicago, os 14 primeiros colocados completaram a corrida separados por um segundo e meio. “O nosso carro está muito bom para o ritmo de corrida, está bom no tráfego, também. Só nos resta, mesmo, melhorar um pouco mais na classificação. É o que vamos buscar”, antecipa.

Como em Chicago, a programação no Kentucky será condensada em dois dias de atividades em pista. A sexta-feira (3) terá duas sessões de treinos livres de 60 minutos, a partir das 11h15 e das 20h. A tomada de tempos definindo o grid será disputada entre as duas, a partir das 14h30. No sábado, a corrida terá largada às 21h45. Os horários são referentes a Brasília, situada uma hora à frente de Sparta, cidade que recebe a disputa, no fuso horário.

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