IndyCar: “Trabalho de equipe fez a diferença”, diz Ryan Hunter-Reay, pole no Anhembi

Piloto da Andretti e seu companheiro de equipe, Ernesto Viso, além de Dario Franchitti, destacam fallta de sorte da Penske na estratégia deste sábado

O grid da quarta etapa da temporada 2013 da Fórmula Indy foi decidido neste sábado (4) no Circuito do Anhembi. E o pole position da Itaipava São Paulo Indy 300 Nestlé foi o norte-americano Ryan Hunter-Reay, da Andretti, que levou o Prêmio Sedex pelo feito. Em segundo ficou seu companheiro de equipe, o venezuelano EJ Viso, seguido do escocês Dario Franchitti, da Ganassi.

Fato incomum em relação às três últimas edições da etapa brasileira, nenhum piloto da Penske figurou entre os primeiros, principalmente o tricampeão da prova, Will Power. O australiano vai sair em 22º, enquanto o brasileiro Helio Castroneves sai da 18ª posição, ambos prejudicados por uma bandeira vermelha nos minutos finais da primeira parte do treino, causada pelo carro do inglês James Jakes, que parou na entrada da Reta dos Bandeirantes com o motor quebrado.

Dario Franchitti, que vai para sua corrida de número 251 na Fórmula Indy, falou sobre as diferenças nas estratégias dos times nos treinos classificatórios. “É sempre um risco que se corre. Se você não quer fazer esta aposta, você sai com os pneus vermelhos (macios) no começo da sessão e marca seus tempos”, disse o escocês, tricampeão da categoria.

“Este é um risco a que todos nós nos submetemos ao esperar mais para o final da primeira parte, quando a pista está mais emborrachada, até o último momento possível. Porque se você vai muito cedo tem muita gente saindo dos pits na sua frente e isso atrapalha a sua volta. E para ganhar essa vantagem de ser rápido no final, há o risco de acontecer o que aconteceu com os pilotos da Penske hoje, e todos nós já passamos por isso antes”, explicou.

Mas para o pole position, não se pode descartar totalmente o duo da Penske da briga. “É um risco para todo mundo, como Dario disse. Saímos cedo com os pneus pretos (mais duros) para fazer os tempos. Em Baltimore no ano passado aconteceu o mesmo comigo e eu estava lutando pelo título, e mesmo assim venci a corrida do dia seguinte. Então ele (Power) não está fora da briga. Ele sempre fez um ótimo trabalho aqui, com três vitórias, mas espero fazer um trabalho melhor amanhã junto dos meus companheiros de equipe. Acho que a Andretti vai ser muito forte, e estou muito orgulhoso de ter EJ ao meu lado na primeira fila”, lembrou o atual campeão da Fórmula Indy.

Trabalho de equipe – Hunter-Reay ressaltou que não começou as atividades 100% feliz com o comportamento de seu DW12-Chevrolet, mas que a união e o trabalho cooperativo entre os quatro pilotos da Andretti fez a diferença. “No começo do segundo treino livre, juntamos todos os pilotos e engenheiros do time e trabalhamos e tomamos a direção certa. Fiquei bem contente com o carro a partir daí e isso fez toda a diferença”, disse.

Em “portunhol”, Ernesto Viso falou sobre a emoção de correr em São Paulo e da alegria de conquistar aqui sua melhor posição no grid da Fórmula Indy. “Estar aqui é como correr em casa, apesar de estar a cinco horas de voo da Venezuela. Tem todo o calor latino, a alegria dos fãs e sempre guardo ótimas recordações daqui. Estou bem feliz com o resultado, o time preparou muito bem o carro, e para ser sincero não estou surpreso. O potencial da equipe é enorme, eles venceram o último campeonato. Tivemos um começo difícil, mas mostramos que temos o ritmo certo, fizemos a volta mais rápida da última corrida e sei que bons resultados me esperam. Tudo agora começa a se encaixar na minha carreira”, comemorou.

Dario Franchitti elogiou também a performance do brasileiro Tony Kanaan, que larga ao seu lado, em quarto lugar. O piloto da KV Racing corre com três lesões na mão direita, causadas por um acidente na última volta do GP de Long Beach, há duas semanas, e corre ainda sentindo dores – e à base de injeções de medicamentos para dor.

“Tony foi impressionante. Esta pista é muito física, o piloto ataca as zebras, o carro pula; é bem severa com as mãos e com os punhos. E ele guiando nestas condições me deixou feliz em vê-lo na frente, e amanhã vai ser bem difícil. O desempenho dele foi, de novo, impressionante. Até parece que ele não tem dor nenhuma, e vai dar trabalho”, elogiou. Dario e Tony foram companheiros de equipe na Andretti.

Expectativas – As mudanças na largura da pista nas curvas 1 e 2 (S do Samba) e a diminuição da altura das zebras trará mais segurança e menos bandeiras amarelas na pista, acreditam os pilotos. “Gostei muito das zebras e da primeira curva. A entrada ficou mais larga e mais rápida, mas acho que ainda assim teremos um bom número de ultrapassagens. O traçado ficou muito interessante para se andar em ritmo de classificação. Espero trazer alguns bons pontos amanhã”, disse Hunter-Reay, que larga pela terceira vez este ano na primeira fila.

“Acho que com a longa reta oposta, temos uma combinação muito interessante e várias oportunidades de ultrapassagem”, concluiu Franchitti.

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