Informações: Automóvel Clube propõe que autódromo de Cascavel receba nome de Zilmar Beux

Presidente da entidade vai discutir homenagem com proprietários da
praça esportiva durante reunião marcada para a próxima terça-feira.


Inaugurado com a pista asfaltada em 22 de abril de 1973, o Autódromo Internacional de Cascavel poderá ser rebatizado com o nome de Zilmar Beux, tido como principal ícone dos esforços que viabilizaram a construção do complexo. A homenagem ao pioneiro, que faleceu em outubro do ano passado, será proposta pelo presidente do Automóvel Clube de Cascavel, Pedro Litron, aos diretores da empresa formada pelos proprietários do autódromo.

“Cascavel deve o fato de ter um autódromo à atitude empreendedora do senhor Zilmar, os próprios pioneiros que trabalharam para construir o autódromo reconhecem isso”, cita Litron. “Dar o nome dele ao autódromo não chega nem a ser algo como uma homenagem, mas um pequeno reconhecimento à grande dívida que o esporte de Cascavel tem para com o senhor Zilmar. Foi o empenho e a dedicação dele que viabilizaram nossa pista“, acrescenta.

A proposição do Automóvel Clube para que o autódromo receba o nome de Zilmar Beux será feita formalmente por Pedro Litron e um grupo de diretores da entidade ao presidente da Autódromo de Cascavel Empreendimentos Esportivos S/A, Nelson Menegatti, durante reunião marcada para a próxima terça-feira (28). “Imagino que todos concordem com os propósitos dessa intenção. É um modo de mantermos vivo o nome de Zilmar Beux”, considera o dirigente.

Vários autódromos do Brasil homenageiam pioneiros e ex-pilotos em seus nomes. Londrina (PR), Goiânia (GO) e Caruaru (PE) dão o nome de Ayrton Senna a seus autódromos. Outro ex-piloto falecido, José Carlos Pace, batiza a pista de Interlagos (SP). Rio de Janeiro (RJ) e Brasília (DF) dão aos seus autódromos o nome de Nelson Piquet. No caso carioca, há um traçado oval, utilizado em provas da Fórmula Mundial, que leva o nome de Emerson Fittipaldi.

A pista de Guaporé (RS) leva o nome de Nelson Luiz Barro, político que liderou, quando prefeito, a construção da pista, inaugurada em 1976. A pista de Fortaleza (CE) chama-se Virgílio Távora, homenagem ao ex-político que exerceu mandados como deputado federal, governador e senador. Ele faleceu em 1988. Na capital de Mato Grosso do Sul, Autódromo Internacional de Campo Grande dá apenas ao circuito o nome de Orlando Moura, um dos entusiastas.

Em Pinhais, o Autódromo Internacional de Curitiba não leva o nome do piloto Raul Boesel, apesar das várias versões em contrário. Dois autódromos do Rio Grande do Sul mantêm seus nomes originais – o Autódromo Internacional de Tarumã, em Viamão, na região da Grande Porto Alegre, e o Autódromo Internacional de Santa Cruz do Sul. Discute-se, em caráter informal, o batismo com o nome do ex-piloto gaúcho Catharino Andreata.

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