Informações: FIA suspende licença de Curitiba e cobra atrasos em Interlagos

Tendo em vista a reunião da Comissão de Circuitos, realizada na Suíça em 13 de setembro e comunicada à CBA no dia de ontem, 25 de setembro, a FIA tomou as seguintes decisões em relação ao Brasil:



1 – Suspendeu temporariamente a licença do Autódromo Internacional de Curitiba em razão do atraso na preparação do circuito e precariedade das barreiras de pneus durante a etapa brasileira do WTCC, em julho passado, compromisso esse assumido pela Prefeitura de Curitiba e não cumprido. Tal medida impede, desde já, a realização de qualquer evento FIA no circuito localizado no município de Pinhais. O quadro só será revertido – o que significaria a reinclusão do autódromo no calendário internacional – se os reparos forem concluídos, de acordo com as normas da FIA, e vistoriados pela entidade antes de 31 de dezembro de 2006;


 


2 – Exigiu da Confederação Brasileira de Automobilismo uma explicação imediata sobre os atrasos verificados no Autódromo Municipal José Carlos Pace, cujos compromissos assumidos no sentido de entregar o autódromo pronto até a data estipulada, 18 de setembro, não foram cumpridos pela Prefeitura de São Paulo, responsável por contrato de fornecer o autódromo pronto e dentro do prazo para o Grande Prêmio de Fórmula 1.


 


Diante disso, o presidente Paulo Scaglione esclarece:


 


“As prefeituras de Curitiba, responsável pelo autódromo paranaense por ocasião da prova do WTCC, e de São Paulo, que tem um contrato com a Fórmula 1 de entregar o autódromo um mês antes do Grande Prêmio para o promotor, estão expondo a CBA, os promotores do Grande Prêmio do Brasil e, em consequência, o automobilismo brasileiro como um todo a um ridículo internacional. A punição a Curitiba e a advertência a São Paulo são conseqüências de descumprimentos contratuais para com a FIA. Assim, além de Curitiba estar perdendo a etapa do WTCC, resultado do trabalho árduo desenvolvido pela CBA, mais grave ainda é o risco de o País perder a etapa da Fórmula 1, pelo não cumprimento das exigências da FIA por parte da Prefeitura de São Paulo. Não se pode esquecer do trabalho realizado para que São Paulo voltasse a sediar o Grande Prêmio de Fórmula 1. No que dependia da CBA e do promotor do evento, todos os esforços foram feitos e todos os compromissos foram cumpridos. Agora só nos resta aguardar a entrega oficial do autódromo e rezar para que não haja punição idêntica à aplicada ao autódromo de Curitiba, que pode também vir acrescida de multa aos moldes da aplicada ao Grande Prêmio da Turquia (US$ 5 milhões)”.

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