IRL: Em corrida acidentada, Bruno Junqueira abandona GP de São Petersburgo, com quebra do câmbio.

Chuva, tempo seco, rodadas, acidentes. A segunda etapa da Indy Racing League (primeira num circuito de rua) teve de tudo. O GP de Saint Petersburg foi marcado pelas inúmeras mudanças na liderança, alternância de posições e pelo desfecho inesperado. Depois de largar em nono, o americano Graham Rahal, que fazia sua estréia na categoria, já que não pôde correr em Homestead, ficou com a vitória, superando os brasileiros Hélio Castroneves (Penske) e Tony Kanaan (Andretti Green). Para o mineiro Bruno Junqueira (Telemont/Brasil Telecomunicações), que havia saído em último, devido a problemas nos freios no treino oficial, um único motivo para satisfação. Obrigado a abandonar na 44ª das 83 voltas (a prova foi encerrada no limite de duas horas), com a quebra do câmbio de seu Dallara Honda, ele constatou a evolução de seu equipamento em relação à corrida de abertura.

A chuva forte no momento da largada fez com que a direção da prova optasse pelas primeiras 10 voltas em bandeira amarela, com os carros alinhados atrás do pace-car. Quando finalmente o asfalto começou a secar, não faltaram os sustos e acidentes. Bruno, que vinha da 26ª posição, procurou manter a cautela nas primeiras voltas, para passar ileso pelos problemas. A tática deu resultado. Depois da primeira bandeira amarela, provocada por uma rodada de Mário Moraes, ele aparecia em 17º, andando bem mais rápido que os pilotos que vinham à sua frente.


Bruno e a equipe Dale Coyne resolveram apostar numa estratégia que, ano passado, na ChampCar, valeu três pódios. Enquanto boa parte dos adversários fez seu pitstop na volta 30, quando detritos na pista provocaram nova neutralização, ele permaneceu na pista, assim como Rahal, que viria a vencer. Com isso, subiu para o oitavo lugar, e se mantinha entre os 10 primeiros até que começaram as dificuldades para a troca de marchas. Pouco depois da metade da corrida, o abandono foi inevitável.


“Foi um fim de semana complicado, com problemas tanto na qualificação quanto na corrida, mas prefiro destacar o lado positivo. Todas as equipes vindas da ChampCar tiveram uma melhor performance. Fomos realmente competitivos, cheguei a andar entre os 10 melhores nos treinos. Aprendemos bastante sobre o carro e tivemos um acerto bastante satisfatório. Foi uma pena a corrida ter terminado com a quebra do câmbio, pois estávamos em situação favorável para um bom resultado”.


O mineiro e sua equipe vivem agora uma situação curiosa. Enquanto os times que já estavam na IRL voltam suas atenções para o GP de Motegi, dia 19, ele e os demais pilotos vindos da ChampCar volta à pista no dia 20 em Long Beach, com os Panoz Cosworth usados pela categoria na temporada passada, que farão sua despedida das pistas.



“Por duas semanas deixaremos de lado essa evolução com o Dalara Honda e voltaremos aos carros da ChampCar para a etapa de Long Beach. Não é um cenário ideal, mas será uma oportunidade de buscar a vitória lá. Para Kansas, próxima etapa com os Dalara/Honda acredito que poderemos esperar ainda melhores performances”.

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