Mil Milhas: Mulheres buscam seu espaço

Além de Nelson Piquet, Tony Kanaan e outras estrelas nacionais e internacionais, as mulheres também devem brilhar na edição de 50 anos da Mil Milhas Brasil. Já estão confirmadas na mais tradicional prova do automobilismo brasileiro Fernanda Parra, e as irmãs gêmeas Ana Cecília Carneiro e Maria Izabel Carneiro. A corrida será no dia 21 de janeiro, às 12h, no Autódromo de Interlagos, em São Paulo. Os treinos começam nesta quarta-feira a partir das 12h no circuito da capital paulista.


“Estou bastante apreensiva com a Mil Milhas. Será bacana correr ao lado de carros tão potentes e pilotos tão renomados”, disse Izabel, de 30 anos, que vai andar com um Omega ao lado da irmã e de Leandro Mussio.

A história das irmãs Carneiro no automobilismo começou em 98, quando Ana Cecília decidiu participar do Campeonato Paulista de Super Stock.

”Sempre gostamos mais de brincar de carros do que de bonecas. Antes de andar com o Omega no Paulista, corria de kart. No ano passado, a minha irmã também quis competir e passamos a dividir o carro”, completou Ana (Carmelloz / Macchione e Mussio Advogados).

Curiosamente, Fernanda Parra também vai participar das Mil Milhas com um Omega. A piloto de 26 anos compete pela segunda vez na mais tradicional corrida do automobilismo nacional.

“É bom participar de uma corrida tão importante como a Mil Milhas. Acredito que o segredo seja poupar ao máximo o equipamento. Quanto a competir com grandes pilotos, é uma grande emoção. Têm alguns que a gente acompanha a carreira há muito tempo e sente orgulho de participar da mesma prova”, disse Fernanda Parra (Katalogo / DTS).

A piloto também vai dividir o volante com um parente. Fernanda, que disputa o Campeonato Paulista, vai correr com o pai Fernando Parra, chefe de equipe no Campeonato Brasileiro de Stock Car V8.

“Ele é muito exigente e até briga comigo, mas o nosso relacionamento é bom”, completou Fernanda, que nesta temporada pode correr na Stock Car V8 Light.

Apesar de serem apenas três representantes, as pilotos não sentem preconceito por parte dos homens, que dominam as corridas não só no Brasil como também em todo o mundo.

“O máximo que eles fazem são brincadeiras”, disse Fernanda, que atualmente assina uma coluna mensal no Papo de Box, aqui do SpeedRacing.com.br.

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