Outras: Diego Freitas anda rápido nos treinos e elogia carros da Ginetta Cup

Piloto baiano, primeiro brasileiro a disputar a categoria de acesso ao BTCC na Inglaterra, foi o sexto colocado nas duas sessões de treinos livres desta sexta-feira.

“O que mais me surpreendeu foi o carro”. Foi com essa frase que o piloto baiano Diego Freitas começou seus comentários sobre a estréia na Ginetta G50 Cup, ocorrida nesta sexta-feira (12), no circuito de Croft, na Inglaterra. A Ginetta Cup faz as preliminares do BTCC, uma das principais categorias de carros de turismo do mundo, e reúne pilotos com passagem de sucesso por categorias de monopostos. Entre eles estão os ingleses Carl Breeze, Campeão Inglês de Fórmula 3, e Nathan Freke, Campeão Inglês de Fórmula Ford.


Diego tornou-se hoje o primeiro piloto brasileiro a competir na categoria, uma espécie de “Copa Vicar” do Reino Unido, ao disputar duas sessões de treinos livres na pista inglesa. Mesmo sem conhecer o circuito, e ainda se adaptando à posição de dirigir exigida pela tradição inglesa de construir carros com o volante do lado direito, o piloto baiano fez bons tempos em sua estréia na categoria, e fechou o dia em sexto nas duas sessões de treinos realizadas. Breeze foi o mais rápido, sete décimos de segundo a frente do brasileiro.


“Gostei muito da categoria, do carro, do evento, e da maneira como me adaptei a tudo isso”, disse Freitas. “O Ginetta é gostoso de guiar, tem um motor forte, e apesar da pista de Croft ter uma reta curta, chegamos a atingir 205 km/h de velocidade máxima. O resultado também foi positivo, já que há bons pilotos correndo aqui e não chegamos a usar pneus novos nesta sexta-feira. Para amanhã tenho boas expectativas, e só o fato de começar andando entre os seis primeiros já me deixa confiante para a estréia”, declarou Freitas.


A adaptação à troca de marchas com a mão esquerda foi natural para o brasileiro, que admitiu ter o trabalho facilitado pelo uso de câmbio seqüencial. “Achei que fosse encontrar mais dificuldade para me adaptar ao câmbio, mas consegui rapidamente tempos competitivos. Além de mudar as marchas com a mão esquerda, ficar sentado do lado direito do carro também é um pouco estranho para mim. Mas tudo isso já está ficando natural depois dos primeiros treinos. Comecei bem e espero ir um pouco melhor amanhã”, encerrou o baiano.

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