Outras: Evento musical destrói o autódromo de Goiânia

O autódromo internacional de Goiânia, em Goiás, foi parcialmente destruído, no último final de semana, após a realização de outra edição do Carnagoiânia – micareta, que entre outras atrações teve a presença da banda de axé Asa de Águia.

De acordo com o Diário da Manhã, jornal local, o caminhão trio elétrico pegou fogo na última sexta-feira (1º dia do evento) em plena pista. O calor das chamas derreteu o asfalto, causando danos que impedirão a realização de provas em curto prazo.

“Os guard rails do lado esquerdo da pista foram arrancados para a construção de camarotes e parte da cobertura de paddock foi retirada e jogada fora. Além disso, o alambrado de proteção na entrada dos boxes foi rebaixado”, relata o Diário da Manhã.

O site Amigos da Velocidade entrou em contato com a CBE – Companhia Brasileira de Eventos – responsável pelo Carnagoiânia e de acordo com a assessoria de imprensa da empresa, obras de recuperação serão feitas antes da ‘devolução’ do autódromo ao estado.

Reações

“Estou revoltado com o que aconteceu”, diz o piloto goiano Alencar Jr – que pretendia levar para o autódromo uma das etapas da GT3 Brasil. “O Ministério Público precisa ver se vai continuar permitindo que as coisas continuem assim. Isso aqui não é a casa da sogra”, desabafou.

Os organizadores do Carnagoiânia, por contrato, foram obrigados a deixar um cheque-caução de R$ 60 mil. Todavia, esse valor não deve cobrir nem a recuperação do asfalto danificado, de acordo com Alencar Jr. Em tempo, o autódromo de Goiânia pertence ao Governo Estadual.

Lembrando que em agosto, os promotores da Fórmula Truck investiram uma quantia superior aos R$ 200 mil para recuperar o autódromo – que já não recebia eventos de automobilismo há algum tempo. A prova da Truck, em Goiânia, teve público próximo das 50 mil pessoas.

A CBA (Confederação Brasileira de Automobilismo), juntamente com a Federação de Automobilismo do estado de Goiás, resolveram entrar com uma representação junto ao Ministério Público para que alguma medida legal seja tomada nesse caso.

“Junto com outros apaixonados pela velocidade estaremos lutando para que os culpados paguem pelo que fizeram e este absurdo não caia no esquecimento. Um absurdo como este não pode passar em branco. Espero que autoridades, também, entrem nesta situação e já”, diz Téo José.

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