Rally Dakar: “Chega de areia!”

Klever Kolberg comemora a mudança de piso para o trecho de amanhã, entre La Serena e Santiago.

Além dos trechos com areia fina e pedras, a especial de hoje, 11º dia do Rally Dakar, entre Copiapó e La Serena, teve outro fator de dificuldade para pilotos e equipes: a neblina. Tanto que a organização da prova diminuiu o trecho cronometrado de 238 para 170 quilômetros. Ao final do dia, pelo menos um consolo para os competidores: na última especial no deserto chileno não haverá mais areia pelo caminho.

“No Chile nós pegamos muitos trechos com areia e pedras, o que dificulta para o piloto em decidir que calibragem usar nos pneus: alta para ter mais resistência e vencer as pedras, ou baixa para ter mais aderência para sair da areia. O contrário não funciona, porque você pode atolar na areia ou furar um pneu ao passar pelas pedras”, conta Klever Kolberg, piloto do Valtra Dakar Eco Team, a primeira equipe na história do Dakar a competir usando o etanol como combustível.

“Hoje de manhã tinha muito nevoeiro, e a organização até atrasou um pouco a largada em função disso. E, logo de cara, após a largada, os pilotos tinham que subir uma montanha de areia e depois já ‘mergulhavam’ para o meio das dunas. Foi uma especial bem difícil”, detalhou. A variação de temperatura também causou estranheza em Kolberg. “No meio do dia estava com bastante sol e ar seco. Já próximo de La Serena, no final do deslocamento, havia algumas nuvens e a temperatura despencou uns 20 graus”, lembrou.

“Ao menos no Chile, acabaram os trechos arenosos. Agora vamos pegar mais serras com estradas de terra, mas bastante sinuosas, com muito sobe-e-desce nesta volta pelo litoral até Santiago. Os dias anteriores foram muito duros por causa da areia e das pedras”, descreveu.

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