Rally: Tecnologia pilota o Rally Internacional de Erechim

Competidores serão monitorados por um dispositivo chamado GPS Spy durante reconhecimento das especiais da prova.

Antes de encarar uma prova de rali de velocidade, piloto e navegador tem que fazer o reconhecimento da pista por onde passará. É a chamada especial, ou o trecho cronometrado. Esta especial é percorrida em um trecho de estrada de terra ou asfalto no interior do município sede. Em Erechim, norte do Rio Grande do Sul, durante a realização da 12ª edição do Rally Internacional de Erechim, os competidores vão encontrar apenas estradas de terra.

Para fazer o levantamento da prova, que será realizado entre a quinta-feira, 7 e a sexta-feira, 8 de maio, pilotos e navegadores serão fiscalizados por um dispositivo eletrônico. O GPS Spy, que começou a ser usado no Brasil em 2005, é a grande arma do Rally de Erechim para fiscalizar os competidores.

Ele monitora, segundo a segundo, todo o deslocamento dos carros.Ou seja, permite saber se alguém estourou o limite de velocidade ou se ultrapassou o número máximo de voltas permitidas para reconhecimento em cada especial.

Mas o GPS Spy não transmite os dados em tempo real – eles só são conferidos ao final dos levantamentos, quando o aparelho é recolhido pelos organizadores da prova (que, aí, analisam num laptop o comportamento de cada veículo).

O diretor técnico do Rally de Erechim, Mauro Ioris explica que este dispositivo vai evitar que os competidores andem a mais de 60 quilômetros por hora (velocidade máxima permitida) durante o levantamento ou passem pela mesma especial apenas duas vezes, número de voltas exigidos pelo regulamento do Campeonato Sul-americano de Rali.

Será a primeira vez que o GPS Spy será usado na prova de Erechim. Esta é a mesma tecnologia adotada em provas dos campeonatos Mundial (WRC), Rali dos Sertões e o Intercontinental (IRC). Cada carro terá um dispositivo.

O Rally Internacional de Erechim terá a largada a prova no sábado, dia 9 de maio e encerramento no domingo, 10. Serão cinco especiais diferentes para os competidores fazerem levantamento entre a quinta e sexta, e um super-prime, uma prova especial dentro de um autódromo, especialmente montado para este rali.

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