Stock: Apagão aéreo leva Stock Car a pôr os pés na estrada

A atual crise do sistema aéreo nacional está provocando uma situação inédita no automobilismo brasileiro. Pela primeira vez em 29 anos de história da Stock Car, pilotos e equipes estão sendo obrigados a se deslocar exclusivamente por via terrestre para disputar uma corrida.

O cancelamento de vôos e a redução das atividades em Congonhas e Guarulhos, com reflexos que atingem aeroportos de todo o País, transformaram a viagem de carro e ônibus como única alternativa de acesso a Londrina, palco da quinta etapa de 2007.

Maioria na Stock Car, os paulistas estão viajando até 550 quilômetros para percorrer a distância que separa a cidade de São Paulo da “capital” do norte paranaense. Mesmo os representantes do Paraná, que formam o segundo maior contingente da categoria, precisam vencer 370 quilômetros a partir de Curitiba. A grande preocupação, no entanto, é quanto à manutenção do quadro até à próxima corrida, dia 19 de agosto em Santa Cruz do Sul. “As estradas são boas até Londrina e dá para chegar em quatro ou cinco horas. Até Santa Cruz do Sul a viagem é bem mais longa”, lembra o vice-líder Ricardo Maurício (Medley), que cancelou as reservas de passagens aéreas no início da semana e chegou nesta quinta-feira. Localizada no interior gaúcho, Santa Cruz do Sul dista 1.233 km de São Paulo, 1.660 do Rio de Janeiro e 840 de Curitiba.

A programação oficial da prova que marca o início da segunda metade da fase classificatória aos playoffs será aberta nesta sexta-feira, com duas sessões de treinos oficiais de uma hora e meia e limite de 28 voltas cada – a primeira, a partir das 9h15 e a outra, das 13h30. Hoje, no entanto, diversas ações promocionais envolveriam alguns dos principais nomes da Stock Car, como a partida de futebol no Estádio do Café com o ex-jogador Élber (Bayer Munique e Seleção Brasileira), natural de Londrina, e uma carreata pela área central da cidade.

Se o apagão aéreo causa desconforto, desgaste e irritação, a meteorologia contrapõe com uma boa notícia. Depois de vários dias de chuva na região, o tempo firmou e o sol vai brilhar ao longo de todo o fim de semana. As temperaturas, porém, continuarão baixas e as máximas nos próximos três dias não atingirão os 20 graus, enquanto as mínimas podem cair a cinco. “A pista de Londrina é muito perigosa quando está molhada, por causa da falta de áreas de escape no final das duas retas. É ótimo saber que só vamos correr no seco”, comemora Maurício, que sonha repetir o resultado da abertura do calendário em Interlagos e conquistar sua segunda vitória na Stock Car.

No ano passado, a volta mais rápida dos treinos foi estabelecida por Thiago Camilo (Vogel/Texaco) na primeira tomada classificatória. A marca de 1min16s967, que não foi superada nem pelo pole Cacá Bueno (RC) nem no superqualifying, deverá continuar sendo uma miragem, em função da substituição em 2007 dos pneus importados pelos nacionais em 2007, medida que sacrificou a velocidade dos carros em nome da maior durabilidade dos compostos e redução de custos.

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