Stock: Categoria tem início mais equilibrado dos últimos seis anos

Categoria não começava com três vencedores diferentes desde estréia do motor V8.


O início de temporada da Stock Car é o mais equilibrado desde a estréia dos motores V8 em 2001. Naquele ano, o segundo do chassi tubular que substituiu os antigos modelos Omega, Chico Serra, Paulo Gomes e Nonô Figueiredo venceram as três primeiras etapas, a exemplo de Ricardo Maurício, Rodrigo Sperafico e Tarso Marques em 2007. A comparação mais imediata com o campeonato passado é eloqüente: depois de três provas em 2006, os cinco primeiros colocados – Hoover Orsi, Cacá Bueno, Antonio Jorge Neto, Alceu Feldmann e Giuliano Losacco – somavam 205 pontos, contra os 171 de Thiago Camilo, Daniel Serra, Ricardo Maurício, Rodrigo Sperafico e Ingo Hoffmann. Ou seja: a renovação entre os ponteiros é de 100%. Dos grid de 50 pilotos, somente três – Serra, Ingo e Luciano Burti – pontuaram em todas as corridas.

Ricardo Maurício, ganhador da abertura do calendário em Interlagos, é um piloto com sólida formação nas categorias de base de monopostos e duas temporadas completas na Stock Car por uma equipe de médio porte. Ele não hesita em classificar o campeonato atual como o mais difícil que já disputou. “A maioria das equipes se estruturou e foi buscar pilotos de ponta. O nível está muito elevado, o que está provocando essa alternância de vencedores. Por isso é que continua sendo fundamental somar o maior número de pontos a cada etapa. Uma corrida em branco representa um enorme prejuízo”, alerta.

O piloto da Equipe Medley lembra que nem a entrada dos pneus nacionais em substituição aos importados está provocando uma disparidade de forças. Ele acredita que esse nivelamento é outro sintoma claro da qualidade do grid. “A Stock Car reuniu muita gente boa, que está ajudando no processo de adaptação aos pneus mais duros de 2007 e que quase não erra lá na frente. Por isso, é bastante provável que esse rodízio de vencedores perdure até o fim do ano”, observa.

Maurício imagina que o principal desafio de equipes e pilotos continue sendo encontrar o melhor acerto do carro tanto para os treinos classificatórios quanto para as corridas. No primeiro caso, o que vale é aproveitar ao máximo os pneus novos e virar o mais rápido possível; nos 50 minutos de duração média das provas, o desgaste dos pneus e a gradativa perda de eficiência de todos os componentes têm de ser levados em consideração. “É fundamental que a equipe tenha um excelente diretor-técnico e pilotos com características parecidas. Não adianta nada ter pilotos rápidos, mas com tocadas e gostos diferentes. Se gosto do carro dianteiro e meu companheiro prefere um que saia de traseira, vai levar mais tempo até se encontrar o caminho certo. Neste aspecto, estamos bem servidos na Medley. O Andreas Mattheis é um dos melhores engenheiros da Stock Car e eu e o Marcos Gomes temos estilos bem parecidos”, ressalta.

O campeonato de equipes também revela uma intensa disputa pela liderança. A Texaco-Vogel, dos pilotos Thiago Camilo e Giuliano Losacco, soma 57 pontos, contra 51 da Medley e da Red Bull (Daniel Serra e Hoover Orsi). A Terra/Avallone (Tarso Marques e Felipe Maluhy) vem logo atrás com 50. A quarta etapa será realizada dia 17, novamente em Interlagos, circuito onde Maurício conseguiu a primeira vitória na Stock Car. Será o fechamento da primeira metade da fase classificatória aos playoffs decisivos das últimas quatro corridas.

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