Stock: Confira uma análise técnica de Tarumã

Palco da primeira prova da categoria se despede do calendário em 2009.

Localizado em Viamão, na Grande Porto Alegre, o Autódromo Internacional de Tarumã escreverá mais uma _e talvez, a última_ grande página no automobilismo brasileiro neste fim de semana.

A pista gaúcha, criada em 1949, recebeu a primeira corrida da história da Stock Car no dia 22 de abril de 1979, com vitória de Affonso Giaffone. Neste ano, 30 após a estreia do campeonato em solo gaúcho, Tarumã se despede do calendário, já que dará espaço ao novo e moderno circuito do Velopark, em Nova Santa Rita.

Desta forma, os pilotos terão a última oportunidade de enfrentar o desafiador e perigoso traçado de 3.016 metros, com curvas famosas (como a Curva do Laço e a Tala Larga) de todos os tipos, para todos os lados e em todas as velocidades.

Para compreender melhor o que esperam os competidores da Stock Car, da Pick-up Racing e da Stock Jr., os pilotos Thiago Riberi (Colonial Racing/ Del Rey Transportes/ Gráfica Progresso/ Cantina Diffatto), e Cadu Pasetti (Xandô/ Sundown), ambos da Gramacho Stedile (Tozan/Irapuru Transportes) na Pick-up, fazem uma análise técnica da pista gaúcha:

Traçado

“O circuito de Tarumã, apesar de ser um circuito de apenas 3.016 metros, tem 11 curvas e difere dos demais do calendario, pois a velocidade média chega em torno de 150km/h e tem, em sua maioria, curvas de alta velocidade. Com isso qualquer erro do piloto ele perde muito tempo”. (Thiago Riberi)

“Tarumã é uma pista rapida e extremamente divertida. Aliás, uma caracteristica comum nas pistas do Sul, faltam algumas areas de escape e uma estrutura melhor de box. A Curva 1 é desafiadora pelo perigo, mas, ao mesmo tempo, bacana de ser ganhar tempo.” (Cadu Pasetti)

Freios

“Voce tem duas freadas muito fortes. Uma é na Curva do Laço e a outra é a Tala Larga, algumas curvas de alta velocidade que sao as que os pilotos mais gostam. A exigência dos freios depende muito da temperatura em que a prova irá acontecer. Acredito que em Tarumã nao seja a maior dor de cabeça.” (Cadu Pasetti)

“A curva da entrada da reta exige bastante dos freios e acho que é a mais importante do circuito, pois a reta do box é em subida e, se você der uma escapada nessa curva, alem de prejudicar a reta, você prejudica as curvas 1, 2 e 3, que são muito rapidas.” (Thiago Riberi)

Pneus

“Por ter um asfalto antigo, o autódromo atenua o desgaste dos pneus; então, temos de procurar um equilíbrio do carro para não acabar com os pneus no começo da corrida e ter um carro competitivo até o final da prova.” (Thiago Riberi)

“Não existe um cuidado especial com os pneus; acho engraçado até quando falam em poupar pneus na corrida… Se voce realmente poupa-lo como deve, vai tomar um segundo por volta, coisa que não se recupera em uma corrida de 40 minutos.” (Cadu Pasetti)

Estratégia

“Estratégia ideal na Copa Nextel depende muito de como a corrida estiver; de repente ficar na pista muito tempo pode ser um erro, já que a prova tem grandes chances de safety e aí pode colocar tudo a perder. Acredito que tudo vai depender do andamento da corrida. Em Brasília, a gente assistiu o Allam Khodair trocar pneus e conseguir passar o Ricardo Zonta pelo rendimento diferenciado naquele momento, entao fica dificil dizer. A informação que o piloto passa naquele momento, a leitura da corrida, tem uma importancia fundamental. Na Pick-up, acho que largar na frente será fundamental. Largar na frente e ter um desempenho linear com pneus velhos é um diferencial pra ter sucesso em Tarumã.” (Cadu Pasetti)

“A estrategia da corrida para a Copa Nextel e a Pick-up são iguais. Acho que tem que largar na frente, pois a ultrapassagem em Tarumã é muito complicado, além de tentar manter um ritmo forte sem comprometer o equipamento.” (Thiago Riberi)

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