Stock Light: “Atitudes dos pilotos deveriam ser revistas”, acredita Fernando Parra

Chefe da equipe Katalogo Racing participou, como piloto, da última etapa da Stock Light em 2007, e acredita que excessos deveriam ser punidos com mais rigor pela CBA.

Ex-piloto da Stock Car V8, do Campeonato Paulista de Automobilismo e das Mil Milhas Brasileiras, o chefe da equipe Katalogo Racing, Fernando Parra, retornou às pistas no último fim de semana para a disputa da etapa de encerramento da Stock Car V8 Light. Acostumado a disputar freadas com os pilotos da atual Copa Nextel, Parra se surpreendeu com o excesso de ímpeto de boa parte dos pilotos da Stock Light, que teve uma corrida marcada por incidentes no último domingo, em São Paulo.

A prova foi interrompida em definitivo na sexta volta após o acidente fatal de Rafael Sperafico, mas os pilotos já haviam sido realinhados atrás do carro de segurança em outras duas oportunidades, em razão de batidas menos graves em outros pontos do circuito. Na opinião de Parra, a Confederação Brasileira de Automobilismo deveria punir com maior rigor o comportamento pouco responsável de alguns componentes do grid não só da categoria de acesso à Copa Nextel, mas também do campeonato principal, com o objetivo de evitar que provas conturbadas como a de São Paulo voltem a ocorrer.

“Não é difícil identificar os pilotos que exageram nos toques e batidas, porque eles são sempre os mesmos. Seja na Copa Nextel, seja na Stock Light, é perigoso competir contra alguns nomes do grid, que não aceitam ser ultrapassados e acham que podem distribuir batidas à vontade”, declarou Parra. “Uma punição mais severa, como a suspensão por algumas provas ou por toda uma temporada, ajudaria a coibir abusos que muitas vezes iniciam acidentes de grandes proporções. O automobilismo é um esporte, e não um espetáculo de demolição”, enfatizou.

Fernando Parra lembrou que o comportamento dos pilotos na pista já chegou a ser crítico na história recente da Copa Nextel Stock Car, e que na ocasião a interferência da CBA surtiu efeito no médio prazo. A etapa de Londrina de 2006 foi apontada por Parra como uma das provas em que os pilotos da V8 tiveram o comportamento mais irresponsável dos últimos tempos, e apontou a rodada do último fim de semana como sendo o paralelo desse tipo de atitude na Stock Light.

“Uma corrida quem tem três acidentes sérios em cinco ou seis voltas, em uma pista como a de Interlagos, só pode estar sendo encarada de forma pouco profissional pelos pilotos”, afirmou Parra. “Quando isso ocorre em pistas como Londrina, Campo Grande ou Tarumã, a culpa sempre recai sobre os circuitos, que são estreitos e dificultam as ultrapassagens. Desta vez, no entanto, ficou claro que é dos pilotos grande parte da responsabilidade pela segurança em um evento de automobilismo”, encerrou o dirigente.

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