Stock: Losacco quer repetir arrancada do bi em Londrina

Terceira vitória no norte paranaense é a meta na quinta etapa de 2006.

Se o retrospecto servir para alguma coisa, Giuliano Losacco (Medley) tem motivos de sobra para aguardar com ansiedade pela quinta etapa da Stock Car V8. Com duas vitórias no Autódromo Internacional Ayrton Senna em 2004, quando conquistou o primeiro título, foi no norte paranaense que o piloto paulista iniciou a memorável arrancada rumo ao bi no ano passado. “Minha sorte começou a mudar em Londrina. Mesmo com o carro ainda com os problemas de amortecedores que só seriam solucionados em seguida em Brasília, cheguei em 5º, somei pontos importantes e fui beneficiado por um acidente que tirou o Cacá Bueno da prova”, lembra.

Apesar do recente abandono em São Paulo, onde parou com a alavanca de câmbio quebrada no momento em que pressionava Cacá Bueno pela liderança, Losacco garante que o carro melhorou bastante em relação ao início do campeonato. “Tenho certeza que vou brigar para largar na frente em Londrina, o que sempre é importante e mais ainda num traçado estreito e de difícil ultrapassagem. A confiança aumentou dentro da equipe e eu, particularmente, gosto muito de correr naquele circuito.”

Losacco ocupa a sexta colocação na classificação com 26 pontos, um atrás do companheiro de equipe Guto Negrão. Cacá lidera com 75, contra 70 de Hoover Orsi, 42 de Thiago Camilo, 41 de Antonio Jorge Neto e 36 de Alceu Feldmann. Apenas os 10 melhores ao final das oito primeiras etapas decidirão o título nas quatro últimas corridas. Os pontos, no entanto, não serão zerados. O líder começará com 25, o segundo com 20, o terceiro com 16; o quarto com 14, o quinto com 12 e o sexto com 10. Ou seja, se os playoffs fossem iniciados em Londrina, o bicampeão estaria 15 pontos atrás de Cacá. “Está mesmo na hora de diminuir a diferença e encostar nos líderes”, admite.

“Nosso objetivo é brigar pelas três primeiras posições antes da fase final”, avisa Andreas Mattheis, diretor-técnico da Medley. “Acho que é uma expectativa realista porque conseguimos evoluir no acerto dos carros em São Paulo, tanto no seco quanto no molhado. O que aconteceu com o Giuliano em Interlagos foi uma infelicidade. O parafuso que prende a alavanca de câmbio quebrou por falha no material. A peça estava sendo usada pela segunda vez e, em condições normais, pode durar até três anos. Mesmo assim, substituímos esse parafuso a cada seis corridas. É uma coisinha que custa cinco reais e nos deu um prejuízo enorme, mas é uma situação impossível de ser prevista”, observa.

Mattheis concorda que a história da equipe em Londrina serve como combustível para a otimismo da equipe Medley. “Vencemos cinco provas com o Xandy Negrão e o Giuliano ganhou aquelas duas em 2004. Ou seja, tanto a equipe quanto o piloto têm um passado positivo no circuito. Espero que a tradição de bons resultados em Londrina possa ser mantida neste fim de semana.”

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