Stock: Óxido nitroso facilitará ultrapassagens em Campo Grande

A mais recente novidade tecnológica da Copa Nextel Stock Car, o óxido nitroso ganha ainda mais importância na 3ª. Etapa que será realizada no próximo dia 3 de junho, em Campo Grande. Devido às características do circuito, travado e mais estreito que São Paulo e Curitiba, a escolha do momento certo para a utilização do N2O será decisiva nas ultrapassagens, disputas de posições e no resultado da corrida.

Segundo o vice-campeão, Jorge Neto, da Eurofarma-RC, as equipes ainda estão “aprendendo” como melhor explorar o recurso durante as corridas e em quais momentos acioná-lo. “Apesar do considerável aumento de potência, é preciso saber quando e como usar para que represente ganho de posição ou até mesmo a manutenção da colocação quando estiver sendo ameaçado. Ao contrário do que pode parecer, eu já acionei o nitro para impedir que outro competidor me passasse”, explica Jorge Neto.

O óxido nitroso pode elevar a potência dos motores da Stock Car V8 em torno de 10% (de 450 cv para cerca de 500 cv) e foi introduzido na categoria como recurso para ajudar os pilotos nas disputas por posição e ultrapassagens, proporcionando maior força motriz em momentos decisivos. O regulamento permite que o nitro (como é chamado no ambiente das corridas e do “tuning”) seja utilizado pelo tempo máximo de 18 segundos ao longo da prova, porém dividido em três fases. A escolha do momento e do tempo de sua utilização fica a critério de cada piloto e equipe.

O nitro é armazenado em um cilindro de aço ou de plástico com fibra de carbono instalado no habitáculo (dentro do veículo) junto à coluna A, do lado direito. Sob pressão, fica em estado líquido e é acionado por um botão no volante de direção. O nitro chega ao motor por uma mangueira e durante o caminho transforma-se em gás pela diferença de pressão. Em estado gasoso é injetado no coletor de admissão antes do ar e da gasolina, resfria a mistura (que passa a ocupar menor volume) e permite, assim, a injeção adicional de gasolina e da quantidade de oxigênio na câmara, o que contribui para melhor relação estequiométrica (combinação da mistura ar-combustível), resultando em queima mais efetiva e melhor desempenho do motor.

As primeiras aplicações do óxido nitroso ocorreram em aviões-caça norte-americanos durante a Segunda Guerra Mundial. Nos carros, as garrafas de óxido nitroso podem ser instaladas no habitáculo ou no porta-malas, com ligação por um tubo ao coletor de admissão. A injeção é comandada pelo motorista, quando deseja potência a mais e imediata em curtas distâncias.

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