Stock: Poeira e ondulações marcam a pista de Campo Grande, afirma Duda Pamplona

Circuito pouco usado e localizado em uma região quente onde há muito tempo não chove, o Autódromo Internacional de Campo Grande apresenta dificuldades peculiares no trabalho de acerto dos carros, em particular a a poeira que afeta a aderência dos carros. Situado em uma planície às margens da rodovia BR 262, a pista sul-matogrossense requer dos pilotos cuidados extras nos preparativos para a terceira etapa do Campeonato Brasileiro de Stock Car, que acontece domingo, nesta cidade. O ar seco é a causa principal dessa situação, como explica Duda Pamplona, piloto da equipe Officer MotorSport.

“Como não chove há muito tempo na região, a poeira afeta bastante nossa rotina de treinos. Como ela reduz a quantidade de borracha no piso, o asfalto não ganha tanta aderência, prejudicando o progresso no acerto dos carros”.

No primeiro treino de hoje, por exemplo, Duda sequer saiu à pista com pneus novos, opção que em condições normais lhe proporcionaria o tempo de 1:27.90. Para otimizar o aproveitamento do treino, a equipe Officer MotorSport utiliza uma referência distinta da cronometragem oficial e assim, em apenas duas voltas é possível checar as modificações feitas no box.

A poeira, no entanto, é apenas uma das características da pista de Campo Grande, como explica o piloto:

“O piso está ondulado, em especial na curva ao final da reta principal, e como a grama está muito seca é até perigoso sair da pista. No treino de hoje o carro de Guto Negrão teve um princípio de incêndio após uma saída de pista em conseqüência do contato entre o escapamento do seu carro e o mato ressecado.”

O grid de largada será definido amanhã, sábado. A largada está confirmada para as 10 horas locais (11 horas de Brasília), no domingo, com transmissão direta pela TV Globo.

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